MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Paul Pasieczny / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa inicia a semana em alta acompanhando o tom otimista de Bolsas no exterior, que reagem à possibilidade de o governo norte-americano acelerar uma vacina contra o coronavírus, além de ter anunciado o uso de novo tratamento contra o vírus no país, com o uso de plasma. No Brasil, a questão fiscal pode trazer cautela, mas há grande expectativa pelo pacote de medidas que deve ser anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, amanhã.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,37%, aos 101.904,85 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 11,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2020 apresentava avanço de 0,65%, aos 101.985 pontos.

“O dia é bastante positivo até o momento. A principal notícia foi o sinal de progresso de tratamentos contra o coronavírus, mas também há uma melhora nas relações entre Estados Unidos e China, com a informação de que empresas norte-americanas poderão fazer negócios com aplicativos chineses como o WeChat”, disse o estrategista da Genial Investimentos, Filipe Villegas, em live.

Segundo uma reportagem do jornal “Financial Times”, o governo de Donald Trump considera acelerar uma vacina experimental contra a covid-19 desenvolvida no Reino Unido para uso nos Estados Unidos antes das eleições presidenciais. Além disso, Trump anunciou ontem que a agência reguladora norte-americana liberou o uso emergencial de plasma de convalescentes no tratamento de pacientes de coronavírus.

Os anúncios foram feitos antes da convenção republicana, que ocorre esta semana, e com o democrata Joe Biden ainda na frente de Trump nas pesquisas eleitorais.

Já na cena doméstica, investidores esperam o pacote de Guedes, no que vem sendo chamado de “Big Bang Day”. “O projeto deve reunir uma gama de medidas, combinando o Renda Brasil com medidas de corte de gastos, obras públicas, estímulo ao emprego, atração dos investimentos e até mesmo algumas privatizações”, destaca o economista-da Guide Investimentos, Victor Beyruti Guglielmi.

O anúncio do pacote surge depois do aumento de preocupações no mercado com o aumento de gastos do governo, que tem mantido maior cautela no mercado.

O dólar comercial opera perto da estabilidade, com ligeiro viés de queda, com um ambiente externo mais favorável diante da possibilidade de os Estados Unidos acelerarem o processo de uma vacina contra o coronavírus. Além disso, os investidores aguardam o anúncio de um pacote econômico no Brasil que será apresentado amanhã pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava recuo de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,5980 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em setembro de 2020 apresentava retração de 0,53%, cotado a R$ 5,598.

“Uma nova semana se inicia nos mercados globais, todavia, o risco fiscal brasileiro continua no foco dos investidores e dos agentes econômicos. Algum otimismo externo pode ser importado do cenário internacional – que amanheceu com ânimos renovados – entretanto, a mesma cautela fiscal pode limitar as euforias no mercado doméstico”, explicou, em relatório, Pedro Molizani, Trader Mesa de Câmbio Travelex Bank.

“Não obstante, no que se refere à esfera política, observa-se a expectativa do anúncio, na terça-feira, por parte dos investidores e também da sociedade, de um pacote de medidas, elaborado pelo governo, denominado “Big Bang” pela pasta da Economia, visando sustentar a recuperação econômica e com objetivos políticos-eleitorais”, acrescentou.

No exterior, Molizani explica que “o otimismo orbita a divulgação, realizada pelo Financial Times, de que o governo de Donald Trump está considerando acelerar o processo de aprovação de uma vacina experimental contra a covid-19”, afirmou o especialista.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) seguem em queda, acompanhando o ambiente externo favorável ao risco. Porém, o ritmo de retirada de prêmios perdeu força, diante da alta ensaiada pelo dólar e com os investidores à espera da divulgação do pacote econômico do governo Bolsonaro, a ser conhecido amanhã, em meio a dúvidas sobre como equalizar um novo programa social e a regra do “teto dos gastos”.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 2,76%, de 2,80% no ajuste anterior, ao final da semana passada; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 3,91%, de 3,96% após o ajuste na última sexta-feira; o DI para janeiro de 2025 estava em 5,73%, de 5,76%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 6,75%, de 6,79%, na mesma comparação.