MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Dominik Gwarek / freeimages.com

São Paulo – Após abrir em alta acompanhando o maior otimismo no exterior, o Ibovespa reduziu ganhos, refletindo a piora de ações da Vale e de siderúrgicas. Investidores também estão preocupados com a questão fiscal no Brasil, além de o vencimento de opções sobre o Ibovespa amanhã ajudar a trazer maior volatilidade.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,13%, aos 103.586,67 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,7 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2020 apresentava avanço de 0,47%, aos 103.575 pontos.

As ações da Vale e de siderúrgicas como a Usiminas, que têm grande participação no Ibovespa, mostram maior fraqueza hoje depois de fortes altas ontem. Outros papéis que subiram recentemente também caem hoje, caso de varejistas como o Magazine Luiza, em meio à divulgação de balanços do setor.

Segundo o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, investidores estão “largando um pouco de ações que subiram muito e trocando para ações mais atrasadas” em relação ao Ibovespa.

Para ele, o vencimento de opções sobre o Ibovespa amanhã também atrapalha um pouco o desempenho do índice, dificultando a retomada rumo aos 105 mil pontos. Junto com o vencimento cita questões na cena política local, como a possibilidade de votação do veto do presidente Jair Bolsonaro à desoneração da folha de pagamento e ruídos sobre a reforma tributária.

Além disso, há rumores de que o governo estuda a prorrogação do estado de calamidade para 2021, o que faz com que o governo não precise cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos públicos, que impede o crescimento dos gastos além da inflação. A questão fiscal tem ganhado atenção, embora o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenha afirmado que a prorrogação do estado de calamidade pública não deve prosperar e tenha defendido o teto de gastos.

Já no cenário externo, a maioria das Bolsas opera em alta após a Rússia anunciar o registro de uma vacina contra o coronavírus menos de dois meses após iniciar testes em humanos, e embora a vacina não esteja listada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma da seis candidatas que alcançaram a fase três, com testes mais difundidos em humanos.

Ontem, o presidente norte-americano, Donald Trump, também disse que após os decretos que estenderam estímulos econômicos, está considerando novos cortes de impostos, como de tributos sobre ganhos de capital, o que anima investidores. Além disso, democratas e republicanos devem continuar as negociações sobre um novo pacote de ajuda econômica, após impasses nas últimas semanas.

O dia com várias notícias positivas para os investidores tem refletido diretamente na cotação do dólar comercial, que recua na sessão de hoje desde a abertura. Entre as principais notícias está a criação, pela Rússia, de uma vacina para combater o coronavírus, além da redução de impostos nos Estados Unidos.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,91%, sendo negociado a R$ 5,4180 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em setembro de 2020 apresentava retração de 1,19%, cotado a R$ 5,421.

“O mercado financeiro global inicia suas operações nesta manhã de terça-feira influenciado por um fluxo de notícias positivas. Na Rússia o presidente Putin anunciou a conclusão de uma vacina contra o covid-19. Nos EUA os democratas sinalizam a volta das negociações para um novo pacote de estímulos para a economia do país. O presidente Trump estuda formas de reduzir a carga de impostos sobre ganhos de capital e por fim o governo da China informou que continuará a implantar a fase 1 do acordo comercial com os EUA”, explicou Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Corretora.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) firmaram-se em alta, após abrirem sem uma direção definida, com os investidores demandando maior prêmio diante dos riscos fiscais, apesar da sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de manutenção da Selic em nível baixo por um período prolongado. A ata da reunião da semana passada também diminuiu as chances de corte já em setembro, apesar da fresta para quedas adicionais.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 2,69%, de 2,69% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 3,84%, de 3,81% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 5,59%, de 5,48%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 6,56%, de 6,44%, na mesma comparação.