MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

Gráfico

São Paulo – O Ibovespa chegou a cair mais 1% e oscilar entre os 114 mil e 115 mil pontos com os investidores receosos em meio à desaceleração da economia chinesa e o reflexo nas economias globais, após os dados piores das vendas no varejo e produção industrial do país.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em queda de 0,93%, aos 115.092,67 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,3 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2021 apresentava recuo de 1,19%, aos 115.505 pontos.

Na China, as vendas no varejo ficaram abaixo do esperado-subiram 2,5% em agosto e mercado previa alta de 6,3%- e a produção industrial cresceu 5,3% em agosto, ante estimativa de alta de 5,8%.

Para Leonardo de Santana, analista da Top Gain, os indicadores ruins da China “reforçam a preocupação dos investidores com a economia global e o mercado local é impactado negativamente”, enfatizou.

O analista da Top Gain também salientou que, apesar do aceno positivo do presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, “os riscos fiscais e institucionais ainda estão no radar do nosso mercado”.

A queda da Vale devido à perda de mais um dia do minério de ferro no exterior (VALE3) também contribui com o movimento negativo da Bolsa, já que os papéis representam 14,47% da carteira teórica. As ações caíam 1,36%.  Os papéis do setor financeiro, com peso no índice, como Bradesco (BBDC3 e BBDC4) perdiam 1,14% e 1,03% e Itaú (ITUB4) baixavam 0,89%.

O Itaú BBA revisou sua projeção para o Ibovespa no final deste ano, de 152 mil pontos para 120 mil pontos, devido à piora do cenário macroeconômico no Brasil e as previsões para a taxa de juros básica (Selic) e Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Mais cedo foi divulgado o índice de atividade econômica (IBC-Br) referente a julho, subiu 0,60% na comparação com o mês anterior. O resultado ficou acima das previsões calculada pelo Termômetro da CMA, +0,40%.

Os analistas da Ajax Capital, comentaram que o ambiente externo “pode pressionar  a performance dos ativos locais”. O mercado fica atento às pautas políticas.

Os analistas da Ajax Capital enfatizaram que os indicadores chineses  sinalizaram que “o quadro ainda se mostra desafiador na China, com os sinais de desaceleração de atividade e aumentam os riscos de contágio às outras economias”.

Para Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos, a China mostrou mais uma rodada de indicadores ruins, como vendas no varejo-importante para o crescimento da economia o país. “Se esses dados continuarem saindo fracos e  sem uma sinalização de ajuda do governo chinês, esse movimento pode contaminar outros mercados”.

O dólar opera em leve queda, beirando a estabilidade. Com o Indice de Atividade Econômica (IBC-Br), crescendo 0,6% em julho ante junho, e o Indice de Atividade Industrial Empire State, na região de Nova York, em +34,3 pontos – quase o dobro das expectativas -, o dólar oscila pouco nesta manhã.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,2520 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em setembro de 2021 apresentava avanço de 0,01%, cotado a R$ 5,264.

De acordo com o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo, “o lado político não tem dado um alívio para reaquecer a economia”.

Por outro lado, Galhardo vê condições favoráveis para o reaquecimento econômico: “Os dados da economia têm sido bons, como no caso do varejo. Existe a possibilidade de entrar no trilho mais rápido do que imaginamos”, analisa o gerente.

Segundo boletim da Ajax Capital, “o ambiente externo pode pressionar a performance dos ativos locais”. Já no âmbito doméstico, as atenções se voltam para as pautas políticas e a divulgação do IBC-Br, que foi positiva.

As declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ainda repercutem no mercado, que esperava um aumento entre 125 e 150 pontos na taxa básica de juros (Selic), o que foi praticamente descartado pelo executivo, que indicou uma elevação de 100 pontos.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) passaram a operar com ligeiro viés de alta. Segundo analistas de mercados, a indicação clara de que a Selic (taxa básica de juros) subirá 1 ponto percentual (pp) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), feita ontem pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, tranquilizou os investidores.

Além das questões internas com a fala do presidente do BC, os dados mistos sobre a economia mundial ainda trazem incertezas aos investidores. Entre eles estão os dados de desaceleração da economia chinesa em agosto. Nos Estados Unidos os dados também foram mistos e isso também deixa o mercado em dúvida quanto ao futuro.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 7,02%, de 7,01% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,915%, de 8,86%; o DI para janeiro de 2025 ia a 10,12%, de 10,04% antes e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 10,53%, de 10,46%, na mesma comparação.