MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

São Paulo – O Ibovespa mantém-se em alta puxado pelas ações de educação, shoppings, empresas turismo, varejistas e companhias aéreas devido à noticia de antecipação da vacinação em um mês no estado de São Paulo.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 0,80%, aos 130.480,31 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2021 apresentava avanço de 0,68%, aos 130.470 pontos.

Com o novo cronograma, divulgado no final de semana pelo governador João Doria, toda a população até 18 anos deve ser vacinada até dia 15 de setembro. A imunização foi antecipada, segundo a Secretaria de Saúde do estado, devido às perspectivas de entrega das doses pelo Ministério da Saúde.

O analista sênior, Luiz Henrique Wickert, da plataforma de investimentos sim;paul, afirma que a notícia de antecipação do cronograma de imunização no estado de São Paulo contribuem para a alta alguns papéis. “Ações ligadas à educação sobem por conta da possibilidade de volta às aulas”.

Wickert comenta que o movimento para shopping e varejo foi intenso no fim de semana, principalmente por causa do dia dos namorados. “O fluxo nos shoppings seguiu forte e acredito que por isso essas ações ligadas a reabertura [econômica] estão sendo favorecidas hoje”.

Na visão dos analistas da Sul América Investimentos, o Ibovespa “deve continuar se favorecendo do atual quadro positivo, buscando consolidar o patamar dos 130 mil pontos”.

As ações das empresas ligadas a reabertura econômica sobem. Os destaques são os papéis das empresas de educação: Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) avançavam mais de 9,00% e mais de 3,00%, respectivamente, e as administradoras de shoppings: Multiplan (MULT3), brMalls (BRML3) e Iguatemi (IGTA3), que valorizavam mais de 3,00%, mais de 3,00% e mais de 2,00%, nessa ordem.

Os papéis das companhias aéreas também contribuem com a alta do índice. Azul (AZUL 4) valorizavam mais de 2,00% e Gol (GOLL4) ganhavam 0,54%; a empresa de turismo CVC (CVCB3) aceleravam mais de 2% e as varejistas Lojas Americanas (LAME4) tinham alta de mais de 1% e Lojas Renner (LRN3) avançavam mais de 2%.

Os investidores ficam no aguardo do maior evento da semana, na quarta-feira, quando o banco central norte-americano decide sobre a política monetária do país, e por aqui o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define a taxa básica de juros, que atualmente está em 3,50%.

“A princípio a expectativa do mercado é que o bc norte-americano deve reafirmar o ritmo de compras de títulos esta semana, mesmo que entregue projeções com o aumento das taxas de juros só em 2023”, afirma o estrategista da Genial Investimentos, Filipe Villegas.

Os analistas da Sul América Investimentos acreditam que devem ser intensificados os debates em relação aos riscos inflacionários e alimentando o momento exato em que o Federal Reserve começará a reduzir os estímulos. “O Fed, provavelmente, continuará avaliando o surto inflacionário como transitório”, enfatizam.

Para o analista da Sul América Investimentos, os investidores devem olhar com a tenção o comunicado da autoridade monetária brasileira. “Espera-se que o comunicado que acompanha a decisão mude de tom, abrindo espaço para plena normalização monetária ainda este ano”, afirmam.

Em queda desde a abertura dos negócios, o dólar comercial ampliou as perdas frente ao real, renovando mínimas sucessivas a R$ 5,05, acompanhando o exterior, onde a moeda norte-americana perde terreno para as moedas pares e em movimento local, em meio à perspectiva de novas captações e à espera da “super quarta”, dia de decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Copom, que deverá elevar a taxa Selic.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 1,15%, cotado a R$ 5,0620 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2021 apresentava recuo de 1,12%, cotado a R$ 5,070.

O trader da mesa de câmbio da Travelex Bank, Pedro Molizani, ressalta que investidores operam em compasso de espera pelas decisões de política monetária do Fed e do Copom. “O fato de ambas acontecerem na quarta-feira fez com que o mercado chamasse tal dia como ‘super quarta’, refletindo o peso e a relevância que os eventos têm nos ativos domésticos e internacionais”, explica.

Ele acrescenta que um leve otimismo “é emanado no exterior” e contagia os ativos domésticos por causa de uma agenda “mais arrefecida”. Junto ao comunicado da decisão do banco central dos Estados Unidos, também serão divulgadas as projeções econômicas para o país, mas o interesse do mercado é saber qual será o tom do Fed em relação aos estímulos e como lidará com a alta da inflação norte-americana.

Em relação ao comunicado do Copom, segundo o economista-chefe da Sulamérica Investimentos, Newton Rosa, espera-se uma “mudança de tom”, abrindo espaço para a plena normalização monetária ainda em 2021, em meio à alta da inflação doméstica. Os analistas preveem um aperto monetário de 0,75 ponto percentual (pp), o terceiro seguido, com a taxa básica de juros indo a 4,25%.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operam em queda desde o fim da manhã, acompanhando a intensificação do recuo do dólar em relação ao real em meio a uma melhora do apetite por risco no mercado financeiro local.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 5,30%, de 5,295% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,945%, de 6,98%; o DI para janeiro de 2025 ia a 7,98%, de 8,05% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,46%, de 8,54%, na mesma comparação.