MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

Gráfico

São Paulo – O Ibovespa opera de lado com os investidores digerindo os dados de inflação ao consumidor em maio (CPI, sigla em inglês) nos Estados Unidos, que vieram acima do esperado pelos analistas. O índice estava sendo aguardado com muita expectativa pelo mercado e surpreendeu a abertura em alta após o resultado lá fora.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em queda de 0,16%, aos 129.686,80 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2021 apresentava ligeiro recuo de 0,01%, aos 129.740 pontos.

De acordo com Vicente Matheus Zuffo, fundador e CIO da Chess Capital, o ganho mais forte no início dos negócios “parece que acompanhou o S&P500”. Ele comenta que o Ibovespa tentando se recuperar.

De acordo com o Rodrigo Friedrich, sócio da Renova Invest, o resultado do CPI veio acima da previsão dos analistas, mas não assustou o mercado. “acredito em alta na Bolsa hoje”.

O índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI, sigla em inglês) aumentou 0,6% em maio em relação ao mês anterior, descontado os fatores sazonais, de acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos. Os analistas previam alta de 0,5% em base mensal. Nos 12 meses até maio, o CPI subiu 5,0% e o mercado previa 4,7% em base anual.

No setor corporativo, tem chamado atenção as fortes quedas das ações da B3 (BBAS3) nos últimos dias e o analista da Genial Investimentos comenta que em matéria divulgada hoje no jornal O Estado de S.Paulo, a Comissão de Valores Mobiliário (CVM) abriu oportunidade para que a Bolsa brasileira ganhe concorrentes.

“Os papéis da B3 têm sofrido bastante com todas essas especulações do mercado em relação à entrada de um concorrente, desaceleração do número de investidores de pessoa física, alta dos juros”.

Villegas vê com um pouco de exagero essa movimentação sobre os preços da B3, no enquanto as ações mais atrativas surgem “uma janela de oportunidade dado o noticiário bastante negativo no curto prazo, mas com certo exagero”, conclui.

As ações da B3 (BBAS3) caem mais de 3%. No ano, os papéis recuam 21,28 % no ano e 9,80% no mês. Os papéis da Embraer (EMBR3) são o destaque de alta na B3 devido ao anúncio de negociação da Eve com a SPAC, valorizam mais de 14%.

Após queda firme ao longo da primeira parte dos negócios, o dólar comercial oscila sem direção única frente ao real, ensaiando alta após em linha com o exterior, onde as moedas de países emergentes operam mistas ante a divisa norte-americana após o dado da inflação nos Estados Unidos em maio. A divisa estrangeira também oscila sem rumo único ante os pares.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,25%, cotado a R$ 5,0830 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2021 apresentava avanço de 0,39%, cotado a R$ 5,093.

O tão esperado dado de inflação dos Estados Unidos subiu 0,6% em maio na comparação com abril, acima da expectativa de +0,5%, o que leva os mercados a oscilarem. Para o estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua, o mercado parece ter se atentado mais aos números desagregados da inflação do que “à surpresa do número cheio”.

“A ideia do Fed [Federal Reserve, o banco central americano], de que a inflação é transitória e que está restrita a apenas alguns itens, está sendo confirmada no comportamento do mercado”, comenta. Na próxima semana, tem a decisão de política monetária do Fed e analistas veem que o banco central pode manter no comunicado a mensagem de “inflação transitória”, além de elevar as estimativas na revisão das projeções econômicas para o país.

Para o economista-chefe de uma corretora local, o “derrame intenso” de dólares na economia tem levado a uma pressão de preços considerável, alimentada também por “generosos programas de auxílio desemprego”, os quais têm elevado o custo de mão-de-obra”.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) mantém-se com viés de alta desde o fim da manhã acompanhando uma virada no dólar, que agora opera de lado em relação ao real, movendo-se a reboque dos mercados financeiros internacionais em dia de agenda local fraca e pressão inflacionária forte, com os dados sobre preço ao consumidor norte-americano em maio vindo acima das estimativas dos analistas.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 5,275%, de 5,24% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,865%, de 6,825%; o DI para janeiro de 2025 ia a 7,86%, de 7,85% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,37%, de 8,34%, na mesma comparação.