MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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São Paulo – O Ibovespa abriu em queda, mas em menos de meia hora de pregão já operava com volatilidade entre perdas e ganhos. O movimento de oscilação deu um tempo no meio da manhã e o índice subia, mas no início da tarde volta a operar perto da estabilidade, com ligeiro viés de alta.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 0,02%, aos 121.907,44 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 11,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2021 apresentava avanço de 0,25%, aos 122.160 pontos.

Para o estrategista de ações Filipe Villegas, da Genial Investimentos, as principais bolsas indicam os investidores com aversão ao risco. “A semana começa com realização de lucros para os principais ativos de risco”.

Villegas alerta para a preocupação dos investidores, “o tema inflação ainda deve incomodar muito o mercado, trazendo volatilidade e incertezas”.

Os futuros norte-americanos apontavam retração. Em Nova York, as bolsas operam com viés negativo. Nasdaq cai 0,51%; Dow Jones perde 0,30% e S&P 500 retrai 0,42%. As bolsas europeias, em sua maioria, operam em sentido misto. Na Ásia, os índices fecharam em movimento misto.

Para Vicente Matheus Zuffo, fundador e CIO da Chess Capital, os primeiros negócios na Bolsa sofrem variação devido à baixa liquidez”. Mas afirma que a alta da Vale (VALE3) e siderúrgicas influenciam positivamente o índice. “O minério de ferro voltou a subir [fechou em alta 0,37%, a US$185], após a queda na sexta-feira, o que ajuda em empresas como Vale, Usiminas, CSN e Gerdau”.

O fundador e CIO da Chess Capital ressalta que o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) esta manhã pode ter favorecido o índice. O mercado financeiro revisou as projeções para a economia brasileira para 2021, de 3,21% para 3,45%. “Essa estimativa pode ter contribuído para a melhora do índice, embora apesar de não ser novidade porque as casas de apostas já tinham revisado o PIB (Produto Interno Bruto) para cima na sexta-feira com o IBC-Br [índice de atividade econômica do Banco Central teve queda de 1,59% em março de 2021 comparado com fevereiro].

Zuffo comenta que “estamos em um humor melhor por conta dos bons números de atividade [econômica], mas afirma que se as bolsas norte-americanos caírem mais de 2%, “contaminarão aqui também”.

O dólar comercial perdeu força no fim da manhã e passou a operar entre leves perdas e ganhos em um início de pregão volátil.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,18%, cotado a R$ 5,2620 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2021 apresentava recuo de 0,20%, cotado a R$ 5,268.

Na avaliação de analistas, a semana será de forte volatilidade para o real frente à divisa norte-americana, já que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia ouvirá nomes importantes, como o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Dados econômicos e da covid pelo mundo também podem pesar.

O aumento dos casos de covid-19 em Cingapura e Taiwan e os dados robustos – mas aquém das expectativas – sobre a produção industrial e as vendas no varejo da China enviam sinais mistos no início de uma semana que tem tudo para ser volátil.

“A semana promete forte volatilidade e amplitude para a moeda, com diversos indicadores e eventos importantes”, adverte Jefferson Rugik, da Correparti Corretora de Câmbio.

“Lá fora teremos a divulgação da ata do Fed e aqui a semana será agitada com os possíveis avanços das reformas tributária e administrativa, votação da MP da Eletrobrás, e da CPI da covid, com os depoimentos do ex-chanceler Ernesto Araújo e de Eduardo Pazuello”, salienta ele.

De acordo com relatório da Terra Investimentos, “no Brasil, mercado segue de olho na CPI da Covid, MP da Eletrobrás e reformas. Na CPI da Covid, quarta é dia do Pazuello, que recebeu na sexta o direito de ficar calado, pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, para questões que possam incriminá-lo”, explicou o documento.

“Na reforma tributária, Arthur Lira [presidente da Câmara dos Deputaods] deseja dividir a proposta com o Senado e promete detalhar esta semana o plano de trabalho do texto. Já a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara discute hoje o parecer do deputado Darci de Matos sobre a reforma administrativa. Sobre o Orçamento, líderes do Congresso se reúnem hoje para discutir a possibilidade de votar vetos presidenciais e projeto de lei que trata do remanejamento de verbas do Orçamento nesta quinta-feira”, acrescentou o relatório da Terra.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) mantêm o viés de queda no fim da manhã de hoje à medida em que avançam as reuniões entre analistas e economistas do mercado com diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 4,925%, de 4,935% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,715%, de 6,75%; o DI para janeiro de 2025 ia a 8,21%, de 8,25% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,79%, de 8,83%, na mesma comparação.