MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

São Paulo – O Ibovespa segue em terreno positivo puxado pelas ações de bancos e varejo e acompanhando os índices em Nova York. As bolsas norte americanas também operam com otimismo, após a forte queda de ontem com a divulgação da inflação ao consumidor acelerada.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 1,16%, aos 121.104,39 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2021 apresentava avanço de 1,25%, aos 121.400 pontos.

Para os analistas da Terra Investimentos, “o Ibovespa mostra recuperação dos ativos ligados à economia interna como bancos e varejo, enquanto as ações relacionadas às commodities mostram baixa acompanhando o mercado internacional [minério de ferro fechou com recuo de 7,5% na China]”, afirmam.

Os papéis do setor financeiro sobem, como Bradesco (BBDC3 e BBDC4) 2,38% e 1,57%; Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11) avançam 188% e 2,25%, respectivamente. As varejistas Lojas Americanas (LAME4) registram alta de 1,03% e Lojas Renner (LREN3) apontam ganho de 1,85%.

Os analistas comentam que no exterior, setor de tecnologia lidera recuperação das bolsas norte-americanas, após a forte retração da véspera por temor de aumento das pressões inflacionárias.

Embora o índice de preços ao produtor tenha saído acima das expectativas dos analistas, os investidores já anteciparam o resultado no pregão de ontem e os dados de auxílio desemprego em queda contribuíram para o movimento positivo. O índice de preços ao produtor nos Estados Unidos subiu 0,6% em abril em comparação com março, +1,0%, e os analistas estimavam aumento de 0,3%. O número de auxílio desemprego caiu em 34 mil para 473 mil na semana encerrada em 8 de maio, ante 498 mil na semana passada. O mercado previa 500 mil solicitações de auxílio desemprego.

Para Rodrigo Friedrich, sócio da Renova Invest, os dados do índice de preços ao produtor foram importantes para “segurar a queda do mercado hoje”, após o forte dado de inflação na véspera.

O sócio da Renova Invest chama a atenção para a temporada de balanços. Após o fechamento, saem os resultados da Petrobras, Magazine Luiza, Lojas Renner, entre outras.

Além dos dados econômicos, o sócio da Renova Invest afirma que os investidores devem ficar atentos a mais um depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid, que investiga a atuação do governo federal na pandemia. Hoje está sendo ouvido o ex-presidente da Pfizer, Carlos Murillo.

Após a forte alta de ontem, o dólar comercial opera em queda hoje desde a abertura dos negócios, com investidores digerindo os dados do Indice de Atividade Econômica (IBC-Br), do Banco Central do Brasil, e, também os dados de seguro-desemprego nos Estados Unidos.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,60%, cotado a R$ 5,2740 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em junho de 2021 apresentava recuo de 0,58%, cotado a R$ 5,282.

“O movimento de alta inflacionária está se debelando em todos os países do mundo, refletindo a alta de preços das commodities x falta de insumos generalizada na indústria x aumento de fretes x sinais de retomada econômica com a maior vacinação. Este movimento acende a luz amarela para os investidores de que os Bancos Centrais possam iniciar em breve mudanças em suas políticas monetárias”, explicou Pedro Galdo, analista da Mirae Asset, em relatório matinal.

No cenário local, o IBC-Br interrompeu uma sequência de dez meses consecutivos em alta e recuou 1,59% em março em relação a fevereiro, mas ficou ligeiramente acima da mediana das expectativas calculada pelo Termômetro CMA, de -1,70%. Nos dados sem ajuste sazonal, o IBC-BR registrou alta de 6,26% em março na comparação com o mesmo período de 2020, também acima da previsão do mercado, que esperava alta de 5,50% e acumulou ganho de 2,27% no primeiro trimestre de 2021.

Analistas consideraram os dados positivos o bastante para uma retomada da trajetória de queda que vinha se desenhando na taxa de câmbio no decorrer da semana. Na véspera, a aceleração da inflação ao consumidor nos EUA desencadeou uma ressaca nos mercados internacionais.

Com isso, fica em segundo o plano o fato de o Indice de Preços ao Produtor dos EUA (PPI, na sigla em inglês) ter subido 0,6% em abril na comparação com o mês anterior. Analistas previam alta de 0,3%.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) voltaram a operar de lado apesar do alívio observado nos mercados internacionais depois de novos dados sobre a economia norte-americana e do leilão de títulos públicos promovido no fim da manhã pelo Tesouro Nacional.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 4,895%, de 4,885% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,715%, de 6,705%; o DI para janeiro de 2025 ia a 8,24%, de 8,24% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,83%, de 8,83%, na mesma comparação.