MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

São Paulo – No último dia do mês, o Ibovespa opera em terreno negativo, seguindo o movimento de retração das bolsas norte-americanas. Apesar de operar em queda abaixo dos 120 mil pontos, os analistas da Terra Investimentos acreditam que “o Ibovespa deve fechar o mês de abril em campo positivo”.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em queda de 0,27%, aos 119.735,79 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 15,1 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2021 apresentava recuo de 0,13%, aos 120.115 pontos.

Na avaliação dos analistas, “o mercado monitora a CPI da Covid [na próxima terça-feira serão ouvidos no Senado os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich] e a reforma tributária [que pode ser dividida em quatro partes, de acordo com o governo]”.

As atenções, no Brasil, também se voltam para os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad), que mostram uma elevação de 14,4% na taxa de desocupação no trimestre até fevereiro, ante 14,1% no trimestre imediatamente anterior. Segundo Temômetro CMA, a estimativa era de que a taxa no trimestre até fevereiro subisse 14,5%.

No radar do mercado também estará o leilão de privatização da Companhia Estatal de Água e Esgoto do Rio de Janeiro -Cedae- na B3 às 14 horas. A estimativa é de investimentos de R$ 30 bilhões.

Os analistas da Mirae Asset, afirmam que “as bolsas estão realizando lucro, que entendemos como um ajuste técnico, pois não há grandes notícias”.

Os resultados de balanços do setor corporativo e indicadores dos Estados Unidos, dados econômicos na China e Zona do Euro são digeridos pelos investidores. A taxa de desemprego na zona do Euro caiu de 8,1% em março, ante 8,2% em fevereiro, segundo a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

Na China, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla inglês) sobre a atividade industrial caiu para 5,1 pontos em abril, ante 51,9 pontos em março, segundo informou o Departamento oficial de estatísticas do país. A leitura acima de 50 pontos sugere expansão.

Nos Estados Unidos, foi divulgado o índice do Instituto de Gerência e Oferta (ISM, sigla em inglês) sobre a atividade industrial da região de Chicago, que subiu 72,1 pontos em abril, depois de apontar 66,3 pontos em março. Os especialistas estimavam uma alta menor de 65,0 pontos em abril. É mais um indicador que aponta que a atividade econômica está em expansão no país.

Com viés de alta desde a abertura dos negócios, o dólar comercial ganhou força e renova máximas sucessivas a R$ 5,43 em sessão de forte volatilidade e amplitude em meio à tradicional disputa pela formação de preço da taxa Ptax – média das cotações apuradas pelo Banco Central (BC) – de fim de mês. Lá fora, a divisa norte-americana se fortalece e ganha terreno ante as moedas pares e de países emergentes.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 1,66%, cotado a R$ 5,4240 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2021 apresentava avanço de 1,21%, cotado a R$ 5,404.

O diretor de uma corretora nacional reforça que o movimento da moeda é fortemente influenciado pela “briga” pela Ptax. “Os investidores estrangeiros, na ponta vendida, conseguiram uma taxa na faixa de R$ 5,36. Já na ponta comprada, bancos e fundos tentam impulsionar a moeda na segunda janela, ajudados pelo fortalecimento do dólar no exterior”, avalia, acrescentando que a disputa está equilibrada e mostra uma “briga de cachorro grande”.

Apesar da alta na sessão, a moeda deverá fechar abril em queda, na primeira desvalorização mensal em 2021 e no maior recuo para o período desde novembro do ano passado. O estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua, destaca que a alta do real no mês foi influenciada por alguns motivos. Entre eles, a garantia de manutenção de liquidez elevada e estímulos econômicos nos Estados Unidos.

“Além dos recordes nos preços das commodities que o Brasil exporta e uma relativa distensão na área fiscal, com a aprovação do Orçamento de 2021”, comenta, reforçando que o dólar “não é apenas” uma relação entre moedas, mas também é um dos principais indicadores de expectativas da economia.

“Uma apreciação do real em relação à moeda norte-americana mostra uma redução das tensões. E expectativas são um ‘ingrediente’ essencial para a tomada das decisões econômicas”, finaliza.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operam em alta, acompanhando o forte avanço do dólar em relação ao real enquanto os investidores ajustam suas posições com vistas à reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) marcada para a semana que vem.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 4,640%, de 4,615% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,245%, de 6,175%; o DI para janeiro de 2025 ia a 7,74%, de 7,68% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,39%, de 8,33%, na mesma comparação.