MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

São Paulo – O Ibovespa segue operando com otimismo puxado pelos resultados de balanços corporativos internos em dia de decisão da taxa de juros nos Estados Unidos. Após a queda de ontem, a Bolsa opera em terreno positivo.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 1,09%, aos 120.698,60 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2021 apresentava alta de 1,59%, aos 121.100 pontos.

O analista Virgílio Lage, especialista da Valor Investimentos, afirmou que “essa temporada de balanço fez com que a Bolsa subisse forte hoje, também há muita liquidez e bastante fluxo de estrangeiros por conta de resultados positivos mesmo com a segunda onde de Covid”, comenta.

Na avaliação do especialista da Valor Investimentos, os balanços recentes e favoráveis da Vale, Santander e Weg-que são empresas grandes e relevantes na Bolsa- mostraram “um fluxo comprador alto, principalmente de estrangeiros”.

As ações da Weg (WEGE3) aumentam 0,83% por causa do balanço [lucro líquido cresce 73,7% no primeiro trimestre para R$ 764,2 milhões] e da Cemig (CMIG4) avançam 4,12% por conta da fala do governador de Minas Gerai, Romeu Zema [quer privatizar a empresa e transformá-la em corporação privada].

Para o analista José Costa Gonçalves, o balanço do Santander no Brasil [lucro líquido gerencial reportado pelo Santander ter aumentado 4,1% no primeiro trimestre, para R$4,1 bilhões] impactou positivamente em outros papéis de bancos. “O Santander sinaliza um movimento favorável para o setor bancário”. As ações do banco espanhol no Brasil (SANB11) avançam 8,6%.

Os papéis do Bradesco (BBDC3 e BBDC4) sobem 4,63% e 4,67% respectivamente. As ações do Itaú (ITUB4) aceleram 3,99% e do Brasil (BBAS3) aumentam 1,88%.

Os investidores seguem no aguardo da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) e da fala do presidente da instituição, Jerome Powell, na tarde de hoje e dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e resultado de balanços aqui e lá fora.

Para o analista Guilherme Esquelbeck, da Correparti Corretora, “O banco central norte-americano provavelmente deixará os juros básicos e algumas outras características de sua política inalterados”, afirma.

No entanto, ressalta que os investidores ficam atentos aos comentários de Jerome Powell porque “sempre esperam algo diferente, principalmente com os indicadores recentes que confirmam a recuperação da economia dos Estados Unidos”.

Na avaliação da economista Ariane Benedito, da CM Capital, a decisão do Fed “deve trazer novidades sobre a atividade econômica, inflação e emprego nos Estados Unidos e em relação a esses dados que o mercado se debruça”, enfatiza.

Em queda desde a abertura dos negócios, o dólar comercial renovou mínimas sucessivas abaixo de R$ 5,40, mas voltou a ficar acima deste nível calibrando o fluxo de entrada de investidores estrangeiros e uma melhora no exterior entre as principais moedas de países emergentes antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do discurso do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 1,08%, cotado a R$ 5,4020 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2021 apresentava recuo de 0,95%, cotado a R$ 5,403.

O diretor de uma corretora nacional reforça que a entrada de fluxo no mercado doméstico vem de captações e da expectativa das ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) em curso. Em contrapartida, os rendimentos das taxas futuras dos títulos do governo norte-americano, as treasuries, avançam na sessão, com o vencimento de 10 anos (T-Note) chegando a operar a 1,65% na expectativa pela decisão do Fed e pelas falas de Powell na sequência.

“Ninguém espera uma alta dos juros. O que interessa será o comunicado de Powell sobre se o Fed considera ou não que a economia norte-americana já consegue caminhar pelas próprias pernas, sem os generosos estímulos monetários que vêm sendo aplicados desde o início do ano passado”, avalia o estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua.

Ele acrescenta que o presidente do Fed terá de explicar como a autoridade monetária vê a alta nos preços das commodities, e se isso é capaz de fazer a inflação dos Estados Unidos “sair dos trilhos”. “Por isso, os investidores vão observar cada nuance da fala de Powell, para saber se o Fed vê o copo como meio cheio ou meio vazio”, ressalta.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) firmaram-se em alta em um dia no qual investidores seguem demonstrando cautela com a agenda de indicadores dos próximos dias enquanto aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano), prevista para o meio da tarde de hoje, e calibram as expectativas em relação à taxa básica de juros no Brasil.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 4,645%, de 4,635% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,27%, de 6,230%; o DI para janeiro de 2025 ia a 7,82%, de 7,77% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,46%, de 8,40%, na mesma comparação.