MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Paciente é levado ao hospital Mount Sinai Nova York / Foto: ONU

São Paulo – Após uma queda mais tímida no início do pregão, Ibovespa passou a acompanhar as perdas expressivas de mercados acionários no exterior em meio a preocupações com o aumento de casos de coronavírus. Há pouco, foram divulgadas notícias de crescimento de hospitalizações pela doença no estado do Texas e de mais casos em outros estados norte-americanos, o que ajudou a reacender temores sobre a segunda onda da pandemia e seus impactos na retomada econômica global.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 2,40%, aos 93.664,58 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2020 apresentava recuo de 2,16%, aos 93.815 pontos.

Os papéis da Petrobras também aceleraram queda ao refletiram os preços do petróleo, depois que os estoques da commodity nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado pelo mercado.

“Houve um aumento de casos de coronavírus em 10 estados norte-americanos e também em países como a Alemanha e isso traz receio”, disse o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

No estado do Texas, por exemplo, houve um aumento de 7% nas hospitalizações por covid-19, enquanto na Califórnia ocorreu um crescimento de 6 mil casos nas últimas 24 horas. Já na Alemanha, o país voltou a adotar mais medidas de isolamento social.

Além da preocupação com a pandemia, os mercados acionários já mostram um tom negativo em função de previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para economia global, que agora deve recuar 4,9% este ano ante previsão anterior de queda de 3%. Já a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu de retração de 5,3% para queda de 9,1% em 2020.

Entre as ações, os papéis da Petrobras (PETR3 -2,39%; PETR4 -2,77%), que têm grande peso no índice, aceleraram perdas com a desvalorização de mais de 5% dos preços do petróleo, após estoques da commodity subirem bem acima do esperado nos Estados Unidos e com as preocupações em relação aos impactos da pandemia.

O dólar comercial acelerou os ganhos frente ao real, acima de R$ 5,25, após a piora das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia brasileira e global, no qual estima queda de 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial neste ano, refletindo o agravamento da pandemia no novo coronavírus. A estimativa para o PIB brasileiro e das principais economias globais também pioraram. O aumento no número de casos de coronavírus nos Estados Unidos também preocupam.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 3,06%, sendo negociado a R$ 5,3100 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2020 apresentava avanço de 3,04%, cotado a R$ 5,311.

“A piora das projeções do FMI refletiram no mercado, principalmente, com a projeção para a economia mundial [queda de 4,9%]. É muita coisa”, comenta o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer. O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, acrescenta que o real é a moeda é a que mais perde em relação aos seus pares no exterior, em mais uma sessão de forte volatilidade.

“Não é fácil acompanhar o câmbio no Brasil. Mas está em sintonia com o fortalecimento do dólar lá fora após a revisão do PIB mundial e dos Estados Unidos com fortes contrações”, diz.

A projeção anterior era de queda de 3,0% da economia global em 2020. Além dela, a projeção do FMI para o PIB brasileiro também piorou, passando de -5,3% para -9,1%. Já as estimativas para o PIB norte-americano passaram de 5,9% para 8,0%, enquanto para a zona do euro recuou para -10,2% (de -7,5% anteriormente). Já para o Reino Unido piorou de -6,5% para também queda de10,2%.

Desde a abertura dos negócios, a moeda se desvaloriza com investidores precificando o receio com uma segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos. A notícia de que o Texas reportou um aumento de 7% nas hospitalizações por covid-19 corrobora para a piora dos mercados ao alimentar os temores de que uma nova onda possa levar a novas medidas de restrição.

Além do Texas, a Califórnia é um dos estados norte-americanos que registrou aumento no número de casos confirmados – novos 6,0 mil em 24 horas. Na Europa, a Alemanha relatou novos casos em uma região do país que precisou voltar a adotar medidas de bloqueio.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) intensificaram o ritmo de alta, principalmente nos vértices mais longos, acompanhando a maior aversão ao risco dos demais mercados, após a piora nas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia global e também diante do aumento de casos de coronavírus nos Estados Unidos. Ainda assim, a atuação do Banco Central inibe um movimento mais forte de recomposição de prêmios na curva a termo.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 2,05%, de 2,035% após o ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2022 estava em 3,05%, de 3,01% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,19%, de 4,11%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 5,95%, de 5,81%, na mesma comparação.