MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

Foto: Myles Davidson / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa mantém o movimento de alta ancorado a boa performance das bolsas norte-americanas em um dia de vencimento de opções sobre o índice futuro. Outro ponto favorável para o bom desempenho da Bolsa é atribuído à antecipação de vacinas da farmacêutica Pfizer para o Brasil, disseram os analistas da Terra Investimentos.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 0,89%, aos 120.361,98 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 17,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2021 apresentava avanço de 1,14%, aos 120.370 pontos.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou agora pela manhã, que o governo conseguiu adiantar a entrega de 15,5 milhões de doses do imunizante contra a Covid-19- desse montante 1 milhão deve chegar até final de abril. Anteriormente, eram 14 milhões da vacina até junho.

Os analistas da Terra Investimentos comentam que “os investidores estão atentos à agenda interna importante com temas como o Orçamento 2021, que segue sem definição, assim como a criação da PEC para livrar despesas do teto de gastos”, afirmam.

Outro fator de preocupação dos investidores, segundo os analistas, é para a CPI da Covid e dos julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a liminar do ministro Luís Roberto Barroso de abertura da CPI da pandemia e se será confirmada a anulação das condenações impostas o ex-presidente Lula na Lava Jato.

Ontem, a CPI foi aberta pelo presidente do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para investigar as ações e omissões do governo federal no enfretamento à pandemia. Além disso, o presidente do Senado conseguiu inserir no escopo os pedidos para fiscalizar os repasses de verbas federais a Estados e municípios.

Após oscilar forte nas primeiras horas de negócios, nos campos positivo e negativo, o dólar comercial firma queda frente ao real, renovando mínimas sucessivas a R$ 5,67, em meio ao enfraquecimento da moeda norte-americana antes os pares e divisas de países emergentes. Aqui, um fluxo de entrada de estrangeiros na bolsa de valores (B3) corrobora para o recuo. Investidores locais seguem atentos ao cenário político e fiscal em meio à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar erros nas medidas de combate à covid-19.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,78%, cotado a R$ 5,6720 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2021 apresentava queda de 0,81%, cotado a R$ 5,678.

O diretor de uma corretora nacional reforça que o cenário de volatilidade prevalece em mais uma sessão. “Mas a moeda passou a cair seguindo o exterior, com o dólar perdendo terreno, e aqui, houve entrada de fluxo estrangeiro na bolsa”, comenta, acrescentando que as incertezas políticas seguem no radar do mercado. “Agora, a CPI [da covid-19] também vai fazer preço”, diz.

Lá fora, investidores aguardam o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, após o resultado da inflação do país em março (+0,6%), que ainda reverbera entre os investidores e contribui para a acomodação dos rendimentos das taxas futuras de juros dos títulos do governo norte-americano, as treasuries, no qual o vencimento de 10 anos segue abaixo de 1,65%.

Para o estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua, Powell deverá, ao que tudo indica, repetir o “script” de que o Fed conviverá com uma inflação mais elevada por mais tempo do que o habitual.

“Vale o risco, para não interromper o processo de retomada da economia antes do tempo. Mesmo assim, apesar de uma turbulência momentânea, as taxas das treasuries não explodiram [após a inflação], graças à gestão eficiente das expectativas por parte de Powell”, avalia.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operam em queda acompanhando o recuo do dólar em relação ao real em um dia no qual os ativos locais são beneficiados pela retomada do apetite por risco no exterior e o mercado digere os mais recentes comentários feitos pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 4,745%, de 4,79% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,565%, de 6,705%; o DI para janeiro de 2025 ia a 8,27%, de 8,39% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,91%, de 9,02%, na mesma comparação.