MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

São Paulo – O Ibovespa disparou em alta em movimento puxado pelos ganhos das commodities, com o petróleo subindo mais de 4%, o bom desempenho das bolsas norte-americanas e a mudança do tom do discurso do presidente Jair Bolsonaro.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 1,23%, aos 114.659,37 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,3 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2021 apresentava avanço de 1,44%, aos 114.760 pontos.

Em uma coletiva nesta manhã que reuniu o presidente Jair Bolsonaro e chefes da Câmara, Senado, o presidente Supremo Tribunal Federal (STF) e o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga contribuiu para alavancar o índice porque falaram em “união para o combate da pandemia. “Todos passaram a remar no mesmo caminho”, disse uma fonte.

Na coletiva o presidente Jair Bolsonaro disse que “fizemos uma reunião bastante proveitosa com todos os líderes da república com a intenção de minimizar os efeitos da pandemia. Vida em primeiro lugar”.  Bolsonaro também anunciou a criação de um comitê, com a participação de governadores e integrantes do Congresso, para acompanhar o processo da pandemia no País.

Mas o presidente não deixou de mencionar o tratamento precoce para combater a Covid-19. O encontro ocorreu em meio ao auge da doença no Brasil. Só ontem, houve mais de 3 mil mortes provocadas pela covid-19, um novo recorde.

O dólar comercial voltou a oscilar sem direção única frente ao real, calibrando o movimento externo e incertezas quanto ao cenário da covid-19 no país, que vem registrando números recordes de mortes, enquanto a vacinação segue lenta. O cenário político também volta ao radar do mercado. Lá fora, o temor de uma terceira onda de infecções na Europa corrobora para um sentimento de aversão ao risco.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,63%, cotado a R$ 5,5510 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em março de 2021 apresentava avanço de 0,51%, cotado a R$ 5,552.

“Há também incertezas quanto à votação do Orçamento de 2021”, comenta o diretor de uma corretora nacional. Hoje, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) tem três reuniões para discutir o parecer do relator-geral, senador Marcio Bittar (MDB-AC), à proposta orçamentária para 2021 (PLN 28/20), além dos destaques apresentados ao texto.

Bittar fez vários ajustes no texto, no qual as receitas foram estimadas em R$ 4,324 trilhões, com acréscimo de R$ 32,2 bilhões em relação ao original apresentado pelo Poder Executivo. As despesas, fora o refinanciamento da dívida e as empresas estatais, foram fixadas em mais de R$ 2,576 trilhões. O teto dos gastos é de R$ 1,486 trilhão.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com os presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de governadores para discutir formas de enfrentamento ao avanço da covid-19 no Brasil. Bolsonaro afirmou que serão comitês para discutir o combate à doença e ouvir a demanda dos estados.

A Europa segue no radar do mercado após a confirmação do aumento de novos casos de covid-19 na região e o endurecimento das medidas de isolamento social na Alemanha, França e na Holanda. Fatores que voltam a pesar em relação à expectativa de recuperação econômica da zona do euro nos próximos meses. O economista-chefe do Modalmais, Álvaro Bandeira, reforça que as incertezas em torno, principalmente, da pandemia do novo coronavírus têm gerado forte volatilidade nos mercados.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operam de lado, divididas pela melhora do apetite por risco no exterior em um momento no qual o avanço desenfreado da pandemia pelo Brasil pesa sobre o cenário fiscal e as perspectivas de retomada econômica.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 4,68%, de 4,70% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,475%, de 6,49%; o DI para janeiro de 2025 ia a 8,00%, de 8,00% antes; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 8,54%, de 8,52%, na mesma comparação.