MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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São Paulo – O Ibovespa acelerou no fim da manhã de hoje a alta apresentada desde o início do pregão e há pouco voltou a operar acima da faixa dos 120 mil pontos, mas sem conseguir se firmar.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,31% aos 119.792,48 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 14,6 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em fevereiro de 2021 apresentava avanço de 1,09% aos 119.870 pontos.

A bolsa brasileira avança em um dia no qual os resultados trimestrais positivos de gigantes como Amazon e Alphabet e a expectativa de novos estímulos à economia dos Estados Unidos impulsionam os ativos de risco nos mercados financeiros internacionais.

“Além de resultados corporativos positivos, a expectativa de um grande pacote fiscal nos EUA, a tração que as vacinas vêm ganhando no mundo desenvolvido e o arrefecimento global da pandemia parecem estar dando suporte ao humor global a risco”, observa Dan Kawa, sócio-diretor da TAG Investimentos.

Na cena local, o apetite por risco no exterior tem a companhia do arrefecimento dos riscos políticos e fiscais depois da eleição de Arthur Lira (PP-AL) para o comando da Câmara dos Deputados e de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para o Senado Federal.

O dólar comercial inverteu o sinal e passou a subir frente ao real, renovando máximas sucessivas em busca dos R$ 5,40, acompanhando o exterior onde o movimento é de queda das moedas de países emergentes, atento aos Estados Unidos, com investidores na expectativa pela aprovação do pacote de estímulo fiscal trilionário, após democratas chegarem a um acordo com republicanos para controle do Senado norte-americano. Além de correção no mercado doméstico

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava ligeira alta de 0,05%, cotado a R$ 5,3570 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em março de 2021 apresentava recuo de 0,19%, cotado a R$ 5,360.

Para o economista da Guide Investimentos, Alejandro Ortiz, a mudança no Senado dos Estados Unidos pode, de alguma forma, impactar a aprovação de estímulos. Além de acompanhar o recuo mais intenso das moedas de países emergentes, principalmente o peso mexicano, há viés de correção local após “a queda abrupta” na véspera, reforça. Ontem, a moeda recuou 1,72%, a R$ 5,35.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) apagaram o viés positivo ensaiado logo na abertura do pregão e passaram a exibir ligeiras baixas, influenciadas pela queda exibida pelo dólar, que se afasta da marca de R$ 5,35. Os investidores continuam atentos aos desdobramentos em Brasília, passadas as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, com a vitória de candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,315%, de 3,330% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,755%, de 4,815% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,17%, de 6,22%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 6,86%, de 6,89%, na mesma comparação.