MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

Foto: Myles Davidson / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa abriu em alta acompanhando o bom humor dos investidores estrangeiros, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Com isso, o índice inicia a última semana de 2020 com todas as condições para manter – e talvez ainda expandir um pouco – o pequeno avanço porcentual em relação a 2019. Isto ocorre apenas alguns pregões depois de o principal índice de ações da B3 ter zerado as perdas em 2020.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,73%, aos 118.673,43 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 9,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em fevereiro de 2021 apresentava avanço de 0,80%, aos 118.845 pontos.

Os europeus estão animados com o acordo entre o Reino Unido e a União Europeia para uma solução negociada para o Brexit. Já os norte-americanos celebram o fim do suspense em torno de uma nova rodada de estímulo à economia dos EUA e da possibilidade de fechamento do governo depois de o presidente em fim de mandato, Donald Trump, ter finalmente sancionado o projeto de lei após ameaçar não o fazer.

No cenário local, diante do esvaziamento da agenda pelas festas de fim de ano, as atenções dos investidores estarão concentradas em potenciais ruídos envolvendo a sucessão no comando das duas casas do Congresso e no descaso público do governo em relação à urgência de uma campanha de vacinação que acelere a imunização e permita uma retomada econômica rápida e consistente.

“Infelizmente, o país parece observar, de braços cruzados, o processo de vacinação global, sem que haja uma organização ou coordenação mais efetiva”, observa Dan Kawa, sócio-diretor da TAG Investimentos.

Na avaliação de Kawa, no curto-prazo, os ativos brasileiros serão ajudados pelo fluxo global para ativos que se beneficiam da recuperação mundial, como as commodities. “Contudo, sem um processo de vacinação em massa, corremos o risco de ficar para trás no processo de recuperação e pagarmos um preço elevado em momentos de menor liquidez global,” adverte ele.

Em sessão volátil, o dólar comercial virou o sinal e opera em alta frente ao real, renovando máximas sucessivas acima de R$ 5,25, com movimento local em sessão de baixa liquidez e poucos negócios. Além de acompanhar as moedas de países emergentes que recuam ante a divisa norte-americana.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 1,86%, sendo negociado a R$ 5,2970 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em janeiro de 2021 apresentava avanço de 1,51%, cotado a R$ 5,295.

“Em dia de baixa liquidez e poucos negócios, as remessas corporativas, características de fim de ano, pesam no preço do dólar. Ajudado também pela desvalorização de algumas divisas [de países emergentes] pares do real frente ao dólar”, comenta o diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jeffersdon Rugik.

O movimento destoa das notícias positivas vindas dos Estados Unidos, com o presidente Donald Trump assinando o novo pacote de estímulo fiscal de US$ 900,0 bilhões, enquanto na Europa, o Reino Unido e a União Europeia chegaram a um acordo comercial após o Brexit, além de vários países europeus terem iniciado a vacinação em massa para combater a covid-19.

“O que traz esperança de anular a segunda onda da doença em países do hemisfério Norte”, diz o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi.

A virada do dólar comercial puxou as taxas dos contratos futuros de juros (DIs) para cima. Com isso, as taxas encerram a manhã operando em alta, mas vale lembrar que devido a chegada do fim do ano, a liquidez tem sido menor e qualquer movimentação pode influenciar diretamente no viés dos mercados.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 encontrava-se a 2,885%, de 2,875% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,29%, de 4,270%; o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 5,82%, de 5,81%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 6,61%, de 6,61%, na mesma comparação.