MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento 

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São Paulo – O Ibovespa segue operando em alta modesta desde a abertura da sessão. A ideia de realização de lucro ainda é forte entre os investidores, porém, o noticiário positivo os obriga a manter suas posições de compra. No Brasil, hoje foi divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) referente ao terceiro trimestre, mostrando forte crescimento.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,08%, aos 113.087,39 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 18,1 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em dezembro de 2020 apresentava avanço de 1,01%, aos 113.150 pontos.

“Apesar do fluxo ainda positivo de notícias, as bolsas de valores apontam para mais um pregão sem tração nesta manhã de quinta-feira. A expectativa de que se inicie em breve a vacinação em massa contra o covid-19 segue no radar”, explicou Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Corretora.

Mais cedo, saiu o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre, no qual cresceu 7,7% ante o tombo de 10,9% (em dado revisado) no trimestre anterior. O resultado, puxado pela indústria e pelo setor de serviços, ficou abaixo do esperado pelo mercado, apesar de registrar a maior alta trimestral da série histórica, iniciada em 1996.

Galdi lembra ainda que “nos EUA a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, aponta para um programa de estímulo em torno de US$ 1,3 trilhão, inferior à proposta dos democratas antes das eleições, que era de US$ 2,4 trilhões, mas superior ao plano bipartidário de US$ 908 bilhões”, acrescenta.

O economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, ressalta que o otimismo derivado da expectativa com a distribuição de vacinas contra o novo coronavírus e o retorno das conversas por mais estímulos fiscais nos Estados Unidos mantém o ambiente favorável à tomada de risco global.

“Mas a piora da posição técnica do mercado, a contínua deterioração do quadro sanitário nos Estados Unidos após Los Angeles anunciar um lockdown e a aparente perda de tração econômica na zona do euro promovem pausas na sequência de ganhos”, avalia.

Após oscilar na abertura dos negócios, o dólar comercial acentuou as perdas frente ao real e recua mais de 1%, nos menores níveis intraday desde o fim de julho, acompanhando o exterior onde a moeda estrangeira opera mais fraca, além da entrada de fluxo de recursos estrangeiros no mercado doméstico. Além de repercutir a captação externa em operação realizada ontem pelo Tesouro Nacional.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 2,02%, sendo negociado a R$ 5,1350 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em janeiro de 2021 apresentava recuo de 1,62%, cotado a R$ 5,134.

O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, destaca que, além de acompanhar o movimento do dólar no exterior, no qual perde para as divisas pares e de países emergentes, houve novas entradas de recursos estrangeiros na bolsa brasileira.

“E há novas perspectivas de entrada de recursos aqui com a Petrobras vendendo quatro refinarias”, diz. A estatal recebeu propostas vinculantes para a venda de quatro refinarias e espera receber novas propostas para mais duas unidades no dia 10. Ele acrescenta que a captação externa de US$ 2,5 bilhões pelo Tesouro Nacional ontem, com demanda três vezes maior do que a oferta, abre uma janela de oportunidades para captação de recursos corporativos.

Mais cedo, saiu o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre, no qual cresceu 7,7% ante o tombo de 10,9% (em dado revisado) no trimestre anterior. O resultado, puxado pela indústria e pelo setor de serviços, ficou abaixo do esperado pelo mercado, apesar de registrar a maior alta trimestral da série histórica, iniciada em 1996.

O estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua, pondera que o desempenho da economia foi insuficiente para recuperar as perdas da pandemia do novo coronavírus, já que o indicador acumula queda de 3,4% no acumulado dos últimos 12 meses até setembro.

“À primeira vista, o resultado foi ruim. No entanto, analisando os números, é possível encontrar algumas notícias positivas, como o desempenho da indústria [+14,8 no terceiro trimestre]. A reação inicial do mercado foi positiva, o que prova que os investidores estão se focando nas perspectivas otimistas para a economia brasileira”, avalia.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) firmaram-se em queda, intensificando o ritmo de retirada de prêmios após o tradicional leilão de títulos públicos, realizado um dia depois da emissão externa feita pelo Tesouro. O movimento já era ensaiado na abertura do pregão, com os investidores digerindo os números mais fracos que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) e projetando o ritmo da recuperação à frente com o fim dos estímulos.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,01%, de 3,07% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,56%, de 4,64% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,30%, de 6,39%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,11%, de 7,23%, na mesma comparação.