MERCADO AGORA: Veja um sumário dos negócios até o momento

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Foto: Svilen Milev / freeimages.com

São Paulo – O Ibovespa reduziu perdas com dados melhores do que o esperado da criação de empregos nos Estados Unidos, mas investidores seguem embolsando lucros depois de um rali na semana, com a expectativa de que o democrata Joe Biden será o novo presidente se confirmando. Há pouco, Biden virou o placar no estado da Pensilvânia, depois de já ter virado na Georgia, qualquer dos estados dará a vitória ao democrata.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,28%, aos 100.463,14 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 13,3 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em dezembro de 2020 apresentava recuo de 0,46%, aos 100.600 pontos.

Para o analista político da Levante Investimentos, Felipe Berenguer, o pleito norte americano está praticamente finalizado com a virada da Pensivânia e caso Biden confirme as vitórias na Georgia, Nevada e ainda Arizona, “as chances de contestação jurídica do resultado diminuem drasticamente”. No entanto, o presidente Donald Trump ainda promete levar a disputa para a Justiça em alguns estados.

O estrategista-chefe da Levante, Rafael Bevilacqua, ainda reforça, em relatório, que a vitória de Biden e a possível manutenção da Câmara dos Deputados como democrata e a do Senado como republicano, tem se visto como positiva pelo mercado e para países emergentes, pois pode “unir pontos positivos de duas políticas”. “Haverá mais entraves para as propostas democratas de elevar impostos”, afirmou.

Ainda nos Estados Unidos, os dados de emprego, conhecidos como payroll, vieram mais fortes do que o esperado pelo mercado, o que limitou a queda das Bolsas por lá e aqui. No entanto, apesar das notícias positivas, o estrategista afirma que se espera uma realização de lucros no curto prazo.

Entre as ações, as maiores quedas são das Lojas Renner (LREN3 -5,24%), que refletem o seu balanço mais fraco no terceiro trimestre em função da pandemia. Ao lado da Renner, estão as ações do Fleury (FLRY3 -3,13%) e da Gol (GOLL4 -2,80%).

Após exibir forte volatilidade na primeira parte dos negócios, o dólar comercial ampliou as perdas frente ao real e recua mais de 1%, a R$ 5,48 – no menor valor intraday desde 22 de setembro (R$ 5,3840) – com o mercado precificando uma vitória do candidato democrata, Joe Biden, como presidente dos Estados Unidos, além dos dados do payroll acima do esperado. O que leva investidores locais a desmontarem posições defensivas.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 1,38%, sendo negociado a R$ 5,4690 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em dezembro de 2020 apresentava recuo de 1,09%, cotado a R$ 5,471.

O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, comenta que o mercado reage à leitura positiva do payroll, com números melhores do que o esperado, em meio à precificação de uma vitória de Biden. “Investidores seguem na expectativa com a contagem de votos da eleição”, diz. Ele acrescenta que, com isso, o mercado local desmonta posições defensivas na moeda estrangeira.

Segundo o relatório de empregos norte-americano, o payroll, foram criados 638 mil postos de trabalho em outubro, ante expectativa de 605 mil vagas, segundo o Termômetro CMA. Já a taxa de desemprego caiu para 6,9%, de 7,9% em setembro. O desemprego ficou abaixo das previsões do mercado.

Quanto à corrida presidencial norte-americana, no qual o mercado se volta há quatro dias, o analista político da Levante, Felipe Berenguer, avalia que o pleito está praticamente finalizado. “É só uma questão de tempo para confirmarem a vitória de Biden, já que ele é virtualmente o novo presidente dos Estados Unidos”, diz. As apostas são após o candidato democrata ficar à frente na apuração dos votos nos estados da Pensilvânia e Geórgia.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) mantêm o viés positivo, com a recolocação de prêmios ganhando força principalmente no trecho longo da curva a termo. O movimento é influenciado pela realização de lucros ensaiada pelos demais mercados, em meio à expectativa de vitória de Joe Biden na eleição presidencial dos Estados Unidos, e também pelos resultados acima do esperado de índices de preços no Brasil, o que calibra as apostas em relação ao rumo da Selic.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,40%, de 3,45% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 5,00%, de 5,03% após o ajuste ontem; o DI para janeiro de 2025 estava em 6,65%, de 6,66%; e o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 7,40%, de 7,42%, na mesma comparação.