MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Eduardo Puccioni

São Paulo – Após abrir em queda acompanhando a cautela vista do cenário externo, o Ibovespa ensaia uma alta diante da redução das perdas de ações de bancos e da forte alta das ações da Petrobras, que acompanham a disparada dos preços do petróleo devido a ataques de drones a instalações da petrolífera estatal da Arábia Saudita, a Saudi Aramco. O vencimento de opções sobre ações colabora para manter o índice volátil, com a briga entre comprados e vendidos.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,36% aos 103.878,40 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 9,6 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2019 apresentava avanço de 0,38% aos 104.305 pontos.

O dólar comercial passou a cair frente ao real, mas oscila próximo à estabilidade atento ao exterior, onde a sessão é mais negativa para o mercado de ações e para moedas de países emergentes e ligadas às commodities, que operam mistas ante a moeda norte-americana.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,09%, sendo negociado a R$ 4,0840 para venda. No mercado futuro, o contra da moeda norte-americana com vencimento em outubro de 2019 apresentava ligeiro recuo de 0,02%, cotado a R$ 4,086.

“Aparentemente, não é nenhuma notícia. Pode ser algum movimento pontual de algum player que fez diferença na cotação da moeda no mercado doméstico. O movimento das emergentes estão mistos, mas parte delas caem frente ao dólar”, comenta a economista da Capital Markets, Camila Abdelmalack.

Sobre os ataques à petrolífera estatal na Arábia Saudita, a economista avalia que a tendência é o mercado ver que a situação é “contornável”, já que os Estados Unidos têm reserva da commodity e já autorizou a liberação de reservas estratégicas após o evento. “O impacto foi forte na abertura dos mercados globais. A cotação da commodity deve sentir os efeitos no curto prazo, mas não deve perdurar nos ativos”, diz.

Em semana cheia para bancos centrais, Abdelmalack pondera que as apostas de corte da taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual (pp) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), e de corte nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), devem “calibrar” a cotação da moeda estrangeira em meio aos eventos de aversão ao risco, alimentado também pela guerra comercial entre Estados Unidos e China.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) seguem operando em forte queda na sessão de hoje. A semana é marcada pelas decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central (BC) do Brasil sobre a política monetária, além dos conflitos por causa do petróleo e desaceleração da China.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,225%, de 5,27% no ajuste de sexta-feira; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,31%, de 5,38%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,43%, de 6,49% após o ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,01%, de 7,07%, na mesma comparação.