MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa ampliou ganhos e chegou a subir mais de 1% mostrando uma correção após a queda de 1,27% ontem, em meio a um cenário externo mais positivo hoje. As declarações do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que sinalizou para nova queda de juros, também dão impulso para investidores voltarem às compras. No entanto, o índice já reduziu ganhos com o mercado monitorando ainda possíveis ruídos na cena política.

Às 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,35%, aos 96.771,10 pontos, depois de atingir a máxima de 97.950,98 pontos, subindo mais de 1%. Já o índice futuro, com vencimento em outubro, subia 1,53%, aos 97.420 pontos. O índice futuro mostra alta maior já que ontem caiu mais que o índice à vista (-2,48%), que já estava fechado quando foi publicada notícia sobre investigações de corrupção envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O volume negociado era de R$ 8,2 bilhões.

“Ontem o pregão foi um pouco estranho, descolamos do exterior e tivemos questões políticas preocupando, com ruídos de comentários de Bolsonaro, a denúncia sobre Maia e o episódio do BTG Pactual. Já hoje há uma retomada de tranquilidade, com alguns papéis que caíram bastante se recuperando”, disse o sócio da RJI Gestão e Investimentos, Rafael Weber.

Ajudam na correção do Ibovespa, a alta dos principais mercados acionários no exterior, que sobem na ausência de notícias negativas sobre a guerra comercial, depois de uma escalada das tensões na última sexta-feira.

Outro fator que colabora para a alta do índice é fala de Campos Neto, indicando que pode ter espaço para uma nova queda da Selic. Segundo o presidente do BC, “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo monetário”. Uma queda dos juros acaba levando mais investimentos para a renda variável.

Entre as ações, as de bancos têm um dia positivo hoje, como os do Itaú Unibanco. Outras ações que pesam para a valorização do Ibovespa são as da Petrobras, que se recuperam em meio a

declarações da diretoria da companhia de que vai continuar focando em redução de custos e vendas de ativos, depois de já ter anunciado ontem que as negociações para a venda da Liquigás avançaram.

O dólar comercial oscila forte ao longo da manhã e opera sem rumo único, porém, sustentando alta no mercado à vista após a divulgação de dados acima da expectativa nos Estados Unidos, em meio ao viés de proteção com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, aparentemente, ainda longe de um desfecho.

Por volta das 13h20, o Banco Central anunciou leilão à vista no montante de US$ 1,0 bilhão, fazendo a moeda norte-americana passar de uma alta de 1,25% a R$ 4,1910 para queda. Às 13h40, o dólar comercial registrava alta de 0,24%, cotado a R$ 4,1490 para venda. No mercado futuro, o contrato do dólar com vencimento em setembro de 2019 apresentava recuo de 0,18% a R$ 4,148.

Há pouco, foram divulgados os números do índice de confiança do consumidor norte-americano em agosto, medido pelo Conferecence Board, que caiu para 135,1 pontos no mês, enquanto o mercado estimava 128,5 pontos. O dado acima do esperado impulsionou a valorização da moeda estrangeira frente ao real e às divisas de países emergentes, comenta o operador da corretora Advanced, Alessandro Faganello.

O que apagou o “viés corretivo” exibido em boa parte da manhã, com a moeda renovando mínimas, reforça um analista de investimentos de uma corretora local, após três sessões seguidas de dólar em alta, renovando as máximas do ano.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem sem uma direção definida e oscilam ao redor dos níveis do ajuste de ontem, com a valorização do dólar para além de R$ 4,15 prejudicando a tentativa de recuperação da curva a termo local, após a forte colocação de prêmios nos últimos dias. Os investidores também digerem a fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,47%, de 5,440% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 5,56%, de 5,51% do ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 estava em 6,56%, de 6,59% na mesma comparação; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,12%, de 7,06% do ajuste da véspera.

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