MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Eduardo Puccioni e Flavya Pereira

São Paulo – Após chegar a subir mais de 1% e bater os 100 mil pontos perto da abertura, o Ibovespa desacelerou ganhos com investidores ainda cautelosos com o cenário externo e temorosos sobre uma possível desaceleração da economia global. Mesmo o anúncio da China de que fará investimentos para estimular a sua economia não estão sendo suficientes para fazer investidores voltarem às compras com mais força depois de dois dias de quedas expressivas.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,61% aos 99.664,45 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 9,3 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em outubro de 2019 apresentava avanço de 0,76% aos 100.650 pontos.

“O dia, em geral, é de alívio lá fora, mas investidores ainda estão tentando entender se haverá recessão, embora os dados dos Estados Unidos ainda tenham vindo bons, por isso, os mercados podem ficar lateralizados. Os últimos finais de semana também têm sido complicados, com declarações de Trump [Donald, presidente norte-americano]”, disse o analista da Toro Investimentos, Thiago Tavares, destacando que a volatilidade e cautela podem continuar até o fim do pregão.

No exterior, as bolsas norte-americanas sobem depois de um dia volátil ontem, quando novamente a curva de juros do país chamou a atenção e mandou alertas sobre uma possível recessão à frente. Ajudam nessa recuperação dos mercados acionários no exterior os anúncios de estímulos por parte da China, que prometeu investimentos em infraestrutura e reduzir taxas de juros para empréstimos para empresas. Ontem, a China também deu sinalização mais positivas sobre um acordo comercial com os Estados Unidos.

O dólar comercial iniciou a sessão de hoje em queda, otimista com a possibilidade da China adotar medidas para incentivar sua economia, porém, após a abertura dos mercados norte-americanos o dólar virou e passou a subir com investidores ainda cautelosos com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava avanço de 0,05%, sendo negociado a R$ 3,9920 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em setembro de 2019 apresentava ligeiro recuo de 0,02%, cotado a R$ 3,996.

“Hoje o mercado está mais cauteloso. Por ser sexta-feira, o investidor busca uma proteção para o final de semana, além disso, hoje não temos mais indicadores que possam mexer com o mercado. Devemos ver o dólar perto da estabilidade ao longo da sessão, apresentando volatilidade”, explicou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil.

Ontem, a China disse que os Estados Unidos violaram a trégua tarifária entre os dois países ao anunciar a aplicação da taxa de 10% a US$ 300 bilhões em bens chineses, e prometeu adotar medidas de retaliação. Mais tarde, o país afirmou que espera manter as negociações e encontrar uma solução comum com os Estados Unidos para encerrar a disputa comercial entre os dois países, amenizando o tom mais duro adotado mais cedo.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em queda, acompanhando o movimento de recuperação dos mercados no exterior e ignorando a tentativa de mudança de sinal no dólar, para o positivo. Os investidores tentam ajustar os prêmios na curva a termo nacional, após a intensa volatilidade nos últimos dias. 

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,435%, de 5,47% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,42%, de 5,47%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,38%, de 6,46% após o ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 estava em 6,87%, de 6,94%, na mesma comparação.

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