MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Eduardo Puccioni

São Paulo – O Ibovespa segue acelerando ganhos e renovando máximas históricas com investidores animados com a possível aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados em primeiro turno ainda hoje. O cenário externo favorável, com índices norte-americanos também em máximas históricas em meio a expectativas de corte de juros, dá suporte ao otimismo local.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,73%aos 106.347,15 pontos, operando próximo da máxima do dia e deixando para trás a máxima histórica que havia sido batida no último pregão (104.679,30 pontos). O volume negociado era de aproximadamente R$ 11,8 bilhões, considerado elevado para o horário. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto apresentava avançava 1,67%, aos 107.015 pontos.

Para o CEO da WM Manhattan, Pedro Henrique Rabelo, o otimismo está tomando conta com investidores, que já estão mirando nas consequências da aprovação da reforma. Ele também acredita que a possível volta de investidores estrangeiros ao mercado brasileiro, o que talvez explique o alto volume, e o fato de a votação em segundo turno na Câmara também pode ocorrer antes do recesso parlamentar, podem impedir uma realização de lucros após a aprovação em primeiro turno.

“Em grande parte a aprovação da reforma está no preço, mas se ela ocorrer antes que o esperado, algumas medidas, como cortes de juros e privatizações de estatais, podem ser antecipadas. O ‘efeito manada’ pode fazer com que a Bolsa estique”, disse.

No cenário externo, o dia também é positivo para as bolsas norte-americanas, com o índice S&P 500 chegando a bater os 3 mil pontos pela primeira vez. As declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, têm dado suporte, até o momento, à expectativa de que a autoridade monetária comece a cortar juros. Segundo Powell, as incertezas econômicas aumentaram.

Entre as ações, as da Via Varejo disparam hoje depois de já mostrarem fortes altas nos últimos pregões e também aparecem entre as mais negociadas hoje. Segundo Rabelo, alguns investidores acreditam que a companhia pode se tornar “a nova Magazine Luiza”, que viu suas ações darem um salto recentemente com modernizações promovidas. As mudanças na gestão da Via Varejo, que estão sendo feitas pela família Klein, que voltou ao controle da empresa, sustentam as expectativas positivas. O dia ainda é de fortes altas para as ações da BR Distribuidoras e para a B2W.

O dólar comercial tem queda firme frente ao real sustentada pelo otimismo de investidores locais com sinalizações de que a reforma da Previdência deverá ser votada ainda hoje em primeiro turno no plenário da Câmara dos Deputados, podendo concluir a votação em segundo turno nesta semana, conseguindo o número mínimo de 308 favoráveis para aprovar a matéria.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,49%, sendo negociado a R$ 3,7670 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em agosto de 2019 apresentava recuo de 1,02%, sendo cotado a R$ 3,770.

“Só tem importador no mercado aproveitando esse preço abaixo de R$ 3,80 para comprar a moeda”, destaca o diretor da Correparti, Ricardo Gomes. Ele acrescenta que, desde ontem, mesmo com o mercado sem liquidez em razão de um feriado no estado de São Paulo que fechou a bolsa de valores brasileira, investidores locais já sinalizava otimismo com “fortes articulações” de que a Previdência poderia ser votada em dois turnos nesta semana.

Gomes destaca que a cotação ao redor de R$ 3,76 – com a mínima do dia em R$ 3,7610 (-0,65%) – “já comtempla” a aprovação da reforma da Previdência em dois turnos.

Lá fora, investidores seguem atentos às declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, sobre a economia dos Estados Unidos em busca de pistas sobre a condução da política monetária neste semestre.

Em texto preparado para depoimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes do país, Powell declarou que desde a última reunião do Fed, em junho, e segundo os dados econômicos recebidos, “parece que as incertezas em torno das tensões comerciais e preocupações sobre a força da economia global continuam pesando sobre a perspectiva econômica dos Estados Unidos. As pressões inflacionárias permanecem suaves”.

As taxas futuras de Depósito Interfinanceiro (DI) seguem em forte queda na sessão de hoje com investidores apostando cada vez mais na aprovação da reforma da Previdência com consequência de corte na Selic (taxa básica de juros) por parte do Banco Central (BC) a partir da reunião dos dias 30 e 31 de julho. Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 5,74%, de 5,795% no fechamento do último pregão; o DI para janeiro de 2021 estava em 5,56%, de 5,63% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,27%, de 6,41%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,83%, de 6,94%, na mesma comparação.  

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