MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

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Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa reduziu os ganhos após bater os 108 mil pontos – atingindo nova máxima histórica – em meio às perdas de mais de 7% das ações da Ambev, que mostrou um balanço mais fraco do que o esperado pelo mercado. No entanto, as ações da Petrobras e da Vale seguem com fortes altas refletindo resultados trimestrais positivos e mantêm o índice no campo positivo.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,27% aos 107.283,29 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 9,6 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em dezembro de 2019 apresentava avanço de 0,16% aos 107.975 pontos.

“Os destaques são Petrobras e Vale, que animaram investidores. Os resultados vieram bons, a desalavancagem da Vale foi muito relevante, o que pode trazer uma capacidade impressionante de pagamento de dividendos no futuro. Já a Petrobras mostrou um custo de produção muito interessante, muito baixo”, destacou o diretor de investimentos da SRM Asset, Vicente Matheus Zuffo.

As ações da Petrobras mostram as maiores altas do Ibovespa após apresentar crescimento de 36,8% no lucro no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 9,087 bilhões. O resultado superou a previsão do mercado, de R$ 6,842 bilhões.

Em seguida, entre as maiores altas, aparecem as ações da Bradespar, acionista da Vale, e as da mineradora, que reportou um crescimento de 17% no lucro do terceiro trimestre, para US$ 1,654 bilhão. As ações da Usiminas também reagem positivamente ao seu balanço.

Na contramão, os resultados da Ambev decepcionaram o mercado, depois que mostrou que o lucro líquido encolheu 9,7% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, a R$ 2,604 bilhões. Com isso, as ações (ABEV3) caem 7,24%, a R$ 17,80, na maior queda do Ibovespa.

No cenário externo, as bolsas norte-americanas também mostram leve alta em meio a temporada de balanços. Com a ausência de novidades sobre a guerra comercial e passada a aprovação da reforma da Previdência, os balanços devem seguir no foco.

O dólar comercial acelerou as perdas frente ao real e tem queda firme influenciado pelo mercado doméstico mais otimista e com o exterior ausente de notícias negativas em dia de agenda de indicadores fraca. Apesar da queda, a moeda resiste no patamar acima de R$ 4,00.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,96%, sendo negociado a R$ 4,0040 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em novembro de 2019 apresentava recuo de 0,92%, cotado a R$ 4,003.

Para o operador de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello, a guerra comercial entre Estados Unidos e China tem um alívio com os rumores de que os asiáticos podem propor a compra de mais produtos agrícolas dos norte-americanos em troca de isenção de tarifas.

O operador acrescenta que a expectativa local para o leilão da cessão onerosa prevista para 6 de novembro, já vem atraindo a entrada de recursos estrangeiros nos últimos dias e “aliviando o dólar por aqui”, ressalta. Somado à conclusão da reforma da Previdência nesta semana.

Com a agenda de indicadores mais fraca e uma sessão, naturalmente, de baixo volume de negócios, o dólar tende a manter o viés de queda no “curtíssimo” prazo, dizem analistas. “Mas se tivermos alguma surpresa local ou externa ao longo do pregão ou se aumentar o fluxo de compra com esse patamar mais baixo, poderemos ver uma virada da moeda”, comenta.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em queda, influenciadas pelo recuo do dólar. Ainda assim, a moeda norte-americana não encontra forças para furar a marca de R$ 4,00, o que reduz o ímpeto da retirada de prêmios na curva a termo. O foco dos investidores segue dividido entre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana que vem, e o andamento da agenda de reformas no Congresso.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 4,795%, de 4,816% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2021 estava em 4,42%, de 4,46%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 5,45%, de 5,48% após ajuste de ontem; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,10%, de 6,15%, na mesma comparação.