MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – Após abrir em alta, o Ibovespa zerou ganhos e ensaia uma queda com a virada de ações de bancos e alguns investidores aproveitando para embolsar lucros depois de seis pregões consecutivos de ganhos, o que fez o índice voltar a se aproximar do seu recorde histórico. Dessa forma, o Ibovespa se descola do exterior, onde os principais mercados acionários sobem após o acordo do Brexit.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,36% aos 105.033,00 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em dezembro de 2019 apresentava recuo de 0,17% aos 105.875 pontos.

“Achei que o Ibovespa ia sustentar a alta em função do exterior e do Brexit, mas também não há mais nada muito importante e já são seis pregões de alta, pode ser que alguns investidores queiram girar alguns papéis”, disse o gerente da mesa de operações da H.Commcor, Ari Santos.

No exterior, as bolsas norte-americanas operam em leve alta e a maioria das bolsas europeias sobe depois que o Reino Unido e a União Europeia (UE) chegaram a um acordo sobre o Brexit, e ele deve ser votado no sábado no Parlamento britânico, conforme afirmou o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, no Twitter.

Na cena local, no entanto, seguem ruídos em torno da disputa interna no partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL. Uma ala de deputados do partido protocolou ontem um pedido para destituir o atual líder do partido na Câmara, delegado Waldir (PSL-GO), e, no lugar dele, nomear o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que não acredita que as discórdias dentro do PSL irão afetar a pauta de reformas dentro da Câmara.

Entre as ações, as de bancos, que subiam mais cedo, passaram a cair, caso do Bradesco, que passaram a ficar entre as maiores quedas do Ibovespa, ao lado da MRV e da Ultrapar. Na contramão, entre as maiores altas estão as ações do Magazine Luiza, da Via Varejo e da Cyrela, que divulgados dados operacionais fortes.

O dólar comercial recuava pela manhã, mas no início da tarde de hoje a divisa virou e passou a subir. Pela manhã a principal influência do mercado era o dado abaixo do esperado da produção industrial nos Estados Unidos. Ainda, na esteira do acordo firmado entre o Reino Unido e a União Europeia para saída do bloco econômico, o Brexit e com um forte movimento de vendas no mercado local.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,38%, sendo negociado a R$ 4,1750 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana apresentava avanço de 0,55%, cotado a R$ 4,178.

Em setembro, a produção industrial dos Estados Unidos caiu 0,4% na comparação com agosto, ante expectativa de queda de 0,2%. Na comparação anual, o resultado ficou praticamente estável (-0,1%). A analista da Toro Investimentos, Stefany Oliveira, avalia que os números mais fracos do indicadorreforçam a leitura de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deverá seguir com o ciclo de afrouxamento monetário.

“Os números reforçam a leitura de mais incentivo para o Fed cortar mais juros e corrobora com os sinais que a autoridade monetária vem dando de que há espaço para novas quedas. Consequentemente, reforça as apostas de queda de juros por aqui também”, comenta.

O mercado acionário segue positivo lá fora, o que enfraquece o dólar frente às principais moedas pares e de países emergentes reagindo ao Brexit após o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, declarar que o Reino Unido chegou a um acordo com a União Europeia para a saída do bloco até o fim do mês, quando termina o prazo. A proposta será votada no sábado no Parlamento inglês.

“Mesmo sem o acordo estar batido, o mercado ficou aliviado com o resultado de uma reunião mais amena. Mercado gostou desse clima mais positivo no encontro entre eles”, diz.

Após abrir sem uma direção definida, as taxas dos contratos futuros de juros (DIs) firmaram-se em queda, acompanhando o sinal negativo vindo do dólar, após os dados mais fracos que o esperado sobre a indústria nos Estados Unidos. O indicador reforça as chances de novo corte pelo Federal Reserve neste mês, o que embala os ativos domésticos, ofuscando os ruídos políticos locais.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 4,859%, de 4,888% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 4,48%, de 4,52%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 5,47%, de 5,50% após o ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,16%, de 6,21%, na mesma comparação.

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