MERCADO AGORA: Veja um resumo dos negócios até o momento

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São Paulo – O Ibovespa opera em alta nesta manhã refletindo estímulos anunciado pela China para reduzir impactos econômicos causados pelo surto de coronavírus, o que reflete nos principais mercados acionários no exterior, embora o mercado norte-americano esteja fechado em função de feriado. O dia ainda é de vencimento de opções sobre ações, o que pode trazer alguma volatilidade em função da “briga” entre comprados e vendidos.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,02% aos 115.553,86 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 15,3 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2020 apresentava avanço de 1,05% aos 116.175 pontos.

“O dia ficou mais tranquilo com a decisão do banco central chinês e por ele mostrar que está querendo flexibilizar a política monetária, retormar crescimento. Além disso, há uma desaceleração na curva de casos de coronavírus”, disse o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, embora lembre que o feriado nos Estados Unidos reduz a liquidez dos mercados.

“Também temos vencimento de opções, que traz volatilidade maior, talvez até amanhã, dependendo do volume do exercício”, disse ainda o economista.

No exterior, o Banco do Povo da China (Pboc, o banco central do país) cortou a taxa de empréstimos de médio prazo de um ano de 3,25% para 3,15%. O banco injetou 200 bilhões de iuanes (US$ 28,62 bilhões) em liquidez via operações de empréstimos de médio prazo e 100 bilhões de iuanes em fundos através operações de recompra reversa de sete dias.

Já na cena doméstica, investidores estão atentos à temporada de balanços, com alguns dados positivos hoje e aguardando resultados de peso que serão divulgados ao longo da semana, como os da Petrobras e da Vale. Hoje, os dados do Magazine Luiza fazem as ações ficarem entre as maiores altas do Ibovespa.

Ainda entre as maiores altas estão as ações da Marfrig e do Carrefour, que reflete a compra de lojas do Markro, o foi visto como um movimento estratégico positivo pelo mercado. Na contramão, as maiores quedas do índice são da Cosan, do BB Seguridade e da BR Malls. As ações da Cosan também reagem à balanço trimestral, com dados abaixo do esperado da Raizen Energia.

O dólar comercial tem alta firme frente ao real refletindo a sessão de liquidez reduzida com o feriado nos Estados Unidos, enquanto aqui, investidores esperavam mais uma intervenção do Banco Central (BC) de venda de dólares no mercado futuro por meio da operação de swap cambial tradicional, como foi feito na semana passada e levou o dólar à vista a cair R$ 0,09.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,44%, sendo negociado a R$ 4,3200 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em março de 2020 apresentava avanço de 0,46%, cotado a R$ 4,320.

“Como o BC não entrou hoje, vemos um pouco dessa alta em relação à sexta-feira”, comenta o economista da Guide Investimentos, Victor Beyrutti. Na última sessão, o dólar chegou ao patamar de R$ 4,29, contra os R$ 4,38 alcançado na quinta-feira.

Apesar das ações do BC nos últimos dois pregões, Beyrutti reforça que o dólar deverá seguir pressionado no curto prazo em meio à falta de notícias locais e externas capazes de fazerem a moeda arrefecer.

“A dinâmica é de um dólar alto, o mercado segue se protegendo. Aqui, só se os dados de atividade mostrarem alguma força. Daí, acredito em queda da moeda”, reforça. Em contrapartida, ele destaca o desempenho dos swaps de default de crédito (CDS, na sigla em inglês), que medem o risco-país, a 93 pontos. “É o menor valor desde agosto de 2010”, diz.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem oscilando entre margens estreitas, com o feriado nos Estados Unidos hoje enxugando a liquidez e deixando os negócios sem uma direção definida. Ainda assim, os investidores monitoram o comportamento do dólar, ao mesmo tempo em que calibram as expectativas sobre o rumo da Selic neste ano, atentos aos indicadores econômicos domésticos.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 4,205%, de 4,230% no último ajuste, na sexta-feira passada; o DI para janeiro de 2022 estava em 4,70%, de 4,73% no ajuste anterior, ao final da semana passada; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 5,24%, de 5,27%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 5,94%, de 5,96% na mesma comparação.