MERCADO AGORA: Veja um resumo dos negócios até o momento

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São Paulo – Embora já tenha reduzido perdas em relação à abertura, o Ibovespa segue em queda com investidores aproveitando para embolsar lucros depois do rali visto nos últimos dias e antes da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a taxa de juros, que será anunciada amanhã.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília) o Ibovespa registrava queda de 0,96%, aos 96.701,80 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 15,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2020 apresentava retração de 1,0%, aos 96.730 pontos.

“Depois dessa alta intensa e prolongada, a ausência de grandes notícias vai ajudar o movimento de realização de lucros, não só no Brasil, mas nos principais mercados do mundo”, disse o estrategista-chefe da Levante Investimentos, Rafael Bevilacqua. “No entanto, apesar da queda esperada no curto prazo, o cenário é positivo no médio prazo”, completou.

Já o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara, lembra que investidores também aguardam o Fed, apesar de a expectativa seja de que a taxa de juros nos Estados Unidos seja mantida. “O Fed deve dar base para o mercado em relação aos estímulos econômicos”, disse se referindo a sinalizações que podem ser dadas sobre a continuidade ou não de estímulos.

Entre as ações, papéis de peso para o Ibovespa, como os da Petrobras recuam, acompanhando a queda dos preços do petróleo. O dia também é negativo para bancos, como o Bradesco e Santander.

O dólar comercial tem alta firme frente ao real, chegando a buscar o nível de R$ 4,95, acompanhando o movimento das moedas de países emergentes que se desvalorizam ante a moeda norte-americana em dia em que a realização de lucros prevalece nos mercados.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,98%, sendo negociado a R$ 4,9040 para venda. No mercado futuro, contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2020 apresentava valorização de 1,64%, cotado a R$ 4,907.

“É um movimento de realização após forte queda nos últimos dias, além de investidores aguardarem o evento mais o importante da semana amanhã, a decisão do Fed [Federal Reserve, o banco central norte-americano]”, comenta o diretor de câmbio de uma corretora nacional.

A reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) começou hoje e não deve trazer novidades quanto à política monetária, já que deverá manter a taxa de juros na faixa entre 0% a 0,25%. Porém, as declarações do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, após a divulgação do documento ficam no radar dos investidores.

“A coletiva do Powell é a expectativa principal da semana, tendo em vista que os agentes econômicos seguem atrás de pistas a respeito da velocidade e a forma de recuperação econômica dos Estados Unidos e também global”, reforça o consultor de câmbio da corretora Advanced, Alessandro Faganello.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) reduziram o ritmo de alta e passaram a oscilar entre margens estreitas, rondando os níveis dos ajustes de ontem. Ainda assim, a curva a termo mantém um ligeiro viés positivo, em meio à valorização do dólar, que testa a faixa de R$ 4,90, e também digerindo declarações do diretor de política econômica do Banco Central, Fabio Kanczuck.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 2,195%, de 2,19% após o ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2022 estava em 3,14%, de 3,12% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,23%, de 4,22% do ajuste da véspera; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 5,79%, de 5,77%, na mesma comparação.