MERCADO AGORA: Veja um resumo dos negócios até o momento

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São Paulo – O Ibovespa inicia o dia já subindo mais de 1% refletindo as medidas anunciadas pelos bancos centrais, pela recuperação do preço do petróleo e pela expetativa para o fim do isolamento social nas principais economias do mundo, após a passagem do pico do contágio do novo coronavírus.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,47% aos 82.511,20 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,6 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2020 tinha alta de 1,48% aos 82.710 pontos.

“Sobre a covid-19, nos EUA e Brasil a curva ainda se mostra em evolução, gerando apreensão, já que são países aonde a doença se manifestou depois da Ásia e Europa. Por aqui os investidores estarão avaliando os números divulgados ontem a noite da Vale, Minerva, Smiles, RD, Cielo e Lojas Renner”, explicou Pedro Galdi, analista de investimentos da Mirae Asset Corretora.

“As bolsas de valores seguem no positivo nesta manhã de quarta-feira e isto deve ajudar o Ibovespa a mostrar mais um dia de ganhos, mas considerando a forte alta dos dois últimos pregões, o movimento tende a ser moderado”, acrescentou o especialista da Mirae, que destaca que hoje ainda tem decisão de política monetárias dos Estados Unidos, com coletiva do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, em seguida.

Após oscilar e operar acima de R$ 5,50, o dólar comercial acelerou as perdas e chegou a cair mais de 2% frente ao real acompanhando o exterior mais positivo, além de dar continuidade ao movimento técnico de “desmonte de posições” às vésperas do fim do mês e com a calmaria na cena política local. Sobre ela, a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a nomeação política para a Polícia Federal contribui para o recuo da moeda.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 1,55%, sendo negociado a R$ 5,4270 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em mio de 2020 apresentava recuo de 1,27%, cotado a R$ 5,426.

“A suspensão da nomeação do Ramagem influenciou na queda porque o mercado mostrou que não estava gostando do autoritarismo do presidente Jair Bolsonaro. Ele não está acima da lei como parece”, avalia o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu a nomeação do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, para o comando da Polícia Federal (PF), após indicação de Bolsonaro. Na sexta-feira, o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, declarou que deixava o cargo pelo motivo de interferência política na PF.

Gomes destaca que a queda da moeda, pelo terceiro dia seguido, além de acompanhar o cenário mais positivo no exterior também é pelo movimento de “desmonte de parte das posições montadas no meio do furacão” na semana passada. “Esse nível está chamando comprador, e o mercado começa a se alinhar à formação da taxa Ptax [de fim de mês]”, reforça.

O diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, acrescenta que o movimento também se dá pela retomada de investidores estrangeiros na bolsa. “Pela primeira vez em dois anos, o gringo voltou à bolsa, o que ajuda a reduzir a pressão altista no dólar”, diz.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) seguem sem um rumo definido e oscilam entre margens estreitas ora em alta, ora em baixa. Os investidores digerem o noticiário repleto de divulgações relevantes nos Estados Unidos e também monitoram a cena política local.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 2,87%, de 2,83% após o ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2022 estava em 3,74%, de 3,74% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,84%, de 4,85%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 6,53%, de 6,62%, na mesma comparação.