MERCADO AGORA: Veja um resumo dos negócios até o momento

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São Paulo – Os movimentos de correção nos mercados de ações e de câmbio empurram o Ibovespa para cima e o dólar para baixo no início da tarde, com investidores ajustando posições diante da perspectiva de que eventualmente haverá redução dos casos de covid-19, consequentemente, recuperação da economia. No entanto, riscos a este cenário mantêm o movimento dos preços volátil.

O Ibovespa, que ontem caiu 1,45% por receios com a pandemia, subia 0,83% no início da tarde, a 124.279 pontos, enquanto o dólar, que ontem subiu 1,61%, hoje caía 1,51%, a R$ 5,4160.

“O Ibovespa tende a buscar recuperação, mas deve operar com muita volatilidade e depender dos rumos das bolsas de valores do exterior”, adverte Pedro Galdi, analista da Mirae Asset. Na avaliação dele, o recuo da véspera representou um ajuste técnico depois de o índice ter estabelecido novos recordes de fechamento na semana passada.

No caso do câmbio, apesar da desvalorização do dólar, investidores seguem atentos à política norte-americana e à covid-19 no mundo, além de cautelosos com medidas de restrição social adotadas nas principais economias globais. Aqui, o cenário fiscal e a política local seguem no radar.

Entre os juros, as taxas operam em leve baixa, depois de subirem mais cedo por receios com a inflação acima do esperado em dezembro e com o efeito disso sobre a política monetária

A taxa de DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 3,200%, de 3,225% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 4,875%, de 4,890%.

Para o estrategista-chefe do modalmais, Felipe Sichel, o IPCA de dezembro apresenta diversos sinais de aumento de preocupação para o BC. “Esperamos para janeiro arrefecimento [da alta dos preços] por causa da alteração da bandeira tarifária de energia, dentre outros. Por outro lado, a aceleração de [itens] industriais, que deve perdurar por causa de ajustes na oferta e na demanda, combinada com a desvalorização recente do real sugere cautela em relação ao índice de preços”, afirmou.

Gustavo Nicoletta / Agência CMA (g.nicoletta@cma.com.br)