MERCADO AGORA: Veja o resumo dos negócios até o início da tarde

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Foto: Edmar Júnior / freeimages.com

São Paulo – A especulação de que o Congresso poderia convocar uma sessão extraordinária para votar pautas contra a covid-19 – entre elas a extensão do auxílio emergencial – aumentou a aversão ao risco nos mercados brasileiros no início da tarde, mas os receios diminuíram no decorrer do pregão, principalmente diante do otimismo no exterior com a recuperação da economia global.

Por volta das 13h30 (de Brasília), o Ibovespa subia 1,18%, para 123.893 pontos, enquanto o dólar comercial caía 0,31%, para R$ 5,3820.

O receio com a retomada de votações no Congresso veio após o presidente nacional do MBD e deputado federal Baleia Rossi (SP), candidato à presidência da Câmara apoiado pelo atual chefe da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que buscava apoio para convocar uma sessão do Congresso para votar pautas contra a covid-19.

A leitura do mercado foi de que, dentre estas pautas, estariam medidas que aumentariam as despesas do governo, como a prorrogação do auxílio emergencial, encerrado no final do ano passado. Este receio, porém, durou pouco, dado o avanço das bolsas lá fora por causa de notícias positivas sobre o desenvolvimento e aplicação de vacinas contra a covid-19.

A preocupação com o quadro fiscal permaneceu apenas no mercado de juros, onde as taxas de DI para janeiro de 2022 subiam a 3,095%, de 3,03% no ajuste anterior; e as do contrato de DI para janeiro de 2023 projetavam taxa de 4,655%, de 4,615%.

“A leitura [após a notícia do Baleia Rossi] é de que o ‘coronavoucher’ [auxílio emergencial] vai voltar e aí os juros dispararam com isso”, explica o analista da CM Capital Jefferson Lima. Segundo um operador de derivativos de um banco nacional, o movimento da curva a termo só não foi mais intenso por causa do comportamento do dólar.

“Com a mudança do arcabouço fiscal, o BC [Banco Central] deve ter de subir a Selic bem antes do esperado”, explica, lembrando que o aperto monetário na taxa básica de juros alivia a pressão de desvalorização do real.

Edição: Gustavo Nicoletta (g.nicoletta@cma.com.br)