MERCADO AGORA: Veja o comportamento dos negócios no início da tarde

289

Por Danielle Fonseca, Flávya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa mostrou volatilidade pela manhã e opera em leve queda no início da tarde refletindo a fraqueza das Bolsas norte-americanas, enquanto investidores seguem esperando pela assinatura da primeira fase de um acordo comercial entre China e Estados Unidos, que deve ocorrer amanhã.

Mais cedo, o índice chegou a operar em alta, refletindo dados mais benignos de inflação nos Estados Unidos e melhores projeções do governo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

“Os dados de inflação dos Estados Unidos foram o principal motivador para a leve melhora que ocorreu nos mercados, já que eles ficaram um pouco abaixo do esperado”, explicou o analista da Toro Investimentos, Thiago Tavares. Com uma inflação baixa no país, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) não deve precisar subir juros, o que é positivo para ativos de maior risco e de países emergentes como o Brasil.

O analista também acredita que as projeções para o PIB ajudaram na melhora momentânea do índice, já que investidores estão ansiosos por dados da economia doméstica que confirmem expectativas positivas do mercado. O governo aumentou sua projeção para o PIB de 2020 de 2,32% para 2,40% e para 2019 a projeção passou de 0,9% para 1,12%.

O dólar também foi influenciado pelos dados inflação nos Estados Unidos e pelas projeções do PIB, que fizeram a moeda chegar a cair ante o real, depois de ter aberto em alta. No momento, porém, a divisa opera em torno da estabilidade de olho no exterior.

Por volta das 13h30, o Ibovespa caía 0,14%, para 117.158 pontos, enquanto odólar comercial avançava 0,04%, para R$ 4,1420 à vista.

As taxas de contratos futuros de juros, por sua vez, firmaram-se em queda e intensificaram o movimento de devolução de prêmios, seguindo a reação do dólar. “A curva de juros brasileira subiu ontem, acompanhando a alta do dólar. Hoje, os dois [mercados] devolvem”, resume um operador de renda fixa deuma corretora nacional, lembrando que os recentes dados fracos de atividade elevaram as especulações de novas quedas na Selic.