Maioria viu corte de juro como recalibragem da política monetária

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – A maioria dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) considerou o corte na taxa básica de juros dos Estados Unidos em julho como uma recalibragem ou como ajustes da política monetária, de acordo com a ata da reunião.

“A maioria dos participantes considerou um afrouxamento de política de 0,25 ponto percentual (pp) nesta reunião como parte de uma recalibração da postura da política, ou ajustes no meio do ciclo, em resposta à evolução das perspectivas econômicas nos últimos meses”, diz a ata.

Os membros observaram que, embora houvesse alguma melhora nas condições econômicas e as perspectivas gerais permanecessem favoráveis, riscos e incertezas significativos às perspectivas permaneceram.

“Em particular, os gastos fixos de investimento e a produção industrial nos Estados Unidos desaceleraram, sugerindo que riscos e incertezas associados com fraco crescimento econômico global e em o comércio pesava sobre a economia doméstica”, segundo o documento.

Os membros destacaram ainda que as tensões comerciais com a China devem duraram por um bom tempo. “Os participantes estavam conscientes de que as tensões comerciais estavam longe de ser resolvidas e que as incertezas comerciais poderiam intensificar-se novamente”, de acordo com a ata.

“A fraqueza continuada no crescimento da economia global continuou sendo um significativo risco de queda, e participantes observaram que a probabilidade de um Brexit sem acordo tinha aumentado”.

No geral, porém, os membros julgaram que “os riscos negativos para as perspectivas para a atividade econômica haviam diminuído desde sua reunião de junho”, citando a forte criação de vagas de emprego de junho e o acordo entre os Estados Unidos e China para retomar as negociações comerciais.

Por fim, na discussão sobre o mercado de trabalho, os membros julgaram que as condições permaneciam fortes, com a taxa de desemprego perto de baixas históricas e ganhos de emprego sólidos, em média, nos últimos meses.

“Vários participantes comentaram que parecia haver pouco sinal de superaquecimento nos mercados de trabalho, citando a combinação de pressões inflacionárias e o crescimento salarial moderado”.

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