Maia diz que não é hora de pressionar governo por renda mínima

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia e o ministro da economia, Paulo Guedes, após a reunião no ministerio.

São Paulo – A solução para o problema do fim do auxílio emergencial “não é simples” e por isso é preciso esperar o governo apresentar uma proposta para o projeto de renda mínima que vem sendo discutido pela classe política – e que foi batizado informalmente de “renda cidadã” pelo Planalto -, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“O que eu acho é que tem que se fazer debate um pouco mais amplo, sobre como a gente consegue garantir mobilidade social para os mais pobres”, disse ele durante um evento promovido pelo Santander, acrescentando que apenas parte da solução para isto vem da transferência de renda.

“O governo no curto prazo vai querer resolver questão da renda mínima. E aí vai ter que construir caminho, abrir espaço no orçamento, vai ter que reduzir outras despesas. Não é simples acabar com abono salarial, com seguro-defeso. Governos anteriores tentaram e não conseguiram”.

“Como que o governo vai sair de R$ 600 para outra política? Acho que devemos esperar o governo. Tem expectativa de 70% da classe D de que auxílio seja permanente. Não é momento simples, não é momento de pressionar do ponto de vista político”, afirmou.