Lucro líquido recorrente do Bradesco cresce 80% no 4° trimestre de 2023

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São Paulo, SP – O Bradesco divulgou hoje o balanço do quarto trimestre de 2023, com lucro líquido recorrente de R$ 2,8 bilhões, alta de 80,4% em comparação ao quarto trimestre de 2022. Em comparação a 2022, o lucro líquido recorrente recuou 21,2% em 2023, chegando a R$ 16,3 bilhões.

Segundo o comunicado, o resultado foi impactado pelas despesas com PDD e contração da margem financeira com clientes. “Em termos operacionais, a inadimplência acima de 90 dias chegou no seu pico em junho de 2023 e começou a cair gradualmente a partir de então. Essa tendência deve continuar em 2024. Por conta disso, o custo de crédito ainda foi elevado em 2023, mas já deve mostrar melhora gradual nesse ano e nos próximos”, explicou o Bradesco, que lembrou que o estoque de PDD totalizou R$ 54 bilhões, representando 8,6% da carteira de crédito.

O retorno sobre patrimônio médio (ROAE) cresceu 3,7 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2022, fechando a 6,9%. Em relação a 2022, o ROAE recuou 3,1 pontos percentuais em 2023, chegando a 10%.

A margem financeira recuou 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 16,128 bilhões. Em relação ao terceiro trimestre de 2023, houve alta de 1,7%. O banco fechou o último trimestre de 2023 com R$ 1,964 trilhão em ativos, acima dos R$ 1,830
trilhão reportado no mesmo período de 2022. Já patrimônio líquido passou de R$ 154,2 bilhões em 2022 para R$ 161,182 bilhões em 2023.

A carteira de crédito recuou 1,6% em comparação a 2022, fechando com R$ 877,285 bilhões. As operações para pessoas físicas subiram 1,2% enquanto as operações para pessoas jurídicas recuou 3.6%. A inadimplência de atrasos acima de 90 dias foi de 5,1%, alta de 0,8 ponto percentual em relação a 2022.

O banco apontou ainda a melhora de R$ 1,9 bi no NPL total, o equivalente a uma redução de 0,3 p.p. no indicador de representatividade sobre a carteira do trimestre, principalmente pela redução de 22% na geração de inadimplência em Pessoas Físicas. Grande parte do saldo em NPL Creation vem de créditos 100% provisionados ou em níveis elevados de
provisão.

A margem com clientes apresentou queda de 2,6% na comparação com o 3T23 e 4,3% no acumulado 12M23, impactada pela redução do spread e pelo mix de produtos com menor risco e melhor qualidade nas novas concessões, reduzindo a taxa média da margem nos períodos. Nesse trimestre, observamos aumento da margem oriunda do crescimento do saldo médio das operações, destacando a maior produção no massificado. A piora da
margem de clientes líquida de PDD inclui maiores despesas com PDD do segmento de atacado, que foi parcialmente compensada pela melhora das despesas do massificado

A margem com mercado manteve a trajetória de recuperação, com aumento de R$ 673 milhões em relação ao trimestre anterior e R$ 1,7 bilhão frente ao acumulado 12M22, desempenho relacionado à melhora do resultado de ALM.

O Grupo Bradesco Seguros registrou faturamento de R$ 106,6 bilhões e lucro líquido de R$ 8,9 bilhões em 2023 (+11,8% e +32,2% vs. 2022, respectivamente). A rentabilidade média acumulada do período teve evolução significativa, de 18,9% para 22,4%. O resultado das operações totalizou R$ 17,9 bilhões (+21,1% vs. 2022), impulsionado pela evolução do faturamento, melhora dos índices de sinistralidade e comercialização, e aumento do resultado financeiro em 10,2%, alcançando R$ 8,0 bilhões. As provisões técnicas cresceram 11,4%, chegando a R$ 361 bilhões, e os ativos financeiros evoluíram 11,1%, para R$ 381 bilhões. Em indenizações e benefícios, foram pagos R$ 54 bilhões no ano (+11,3% vs. 12M22)

Em 2023, o bom desempenho do resultado das operações de Seguros, Previdência e Capitalização, no comparativo com 2022, teve como destaque a evolução de 12% no faturamento, atingindo R$ 106,6 bilhões, melhora dos índices de sinistralidade e comercialização e aumento do resultado financeiro, justificado pelo comportamento dos índices econômico-financeiros.

PROJEÇÕES

O Bradesco divulgou hoje suas projeções para 2024, com aumento de 7% a 11% da carteira de crédito expandida. Já a expectativa para Provisão para Devedores Duvidosos (PPD) deve ficar entre R$ 35 bilhões a R$ 39 bilhões.

A margem financeira total deve crescer entre de 3% a 7%, e as receita de prestação de serviços devem crescer entre 2% a 6%. Por fim, o resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização deve avançar entre 4% e 8%, e as despesas operacionais devem avançar entre 5% e 9% em 2024.