Lucro líquido da Telefônica Brasil alcança R$ 1,113 bi no 2T

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São Paulo – O lucro líquido da Telefônica Brasil caiu 25,05% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 1,113 bilhão, impactado pelo ebitda menor do período, maiores gastos com depreciação e maior despesa com impostos no trimestre.

A receita operacional líquida diminuiu 5,08% no período, para R$ 10,317 bilhões. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 8,23% no segundo trimestre, para R$ 4,1 bilhões, enquanto a margem ebitda aumentou 1,1 ponto percentual, para 39,8%.

No período, o total de acessos alcançou 92 milhões, sendo 74,4 milhões no segmento móvel, alta de 0,94% em relação ao mesmo período de 2019, enquanto os acessos fixos somaram 17,6 milhões, queda de14,5% no trimestre. A participação de mercado da companhia atingiu 33,0%, alta de 1 pp na mesma comparação.

O serviço pós-pago concentra a maior parte dos clientes da Telefônica Brasil (43,117 milhões), enquanto no pré-pago o número de clientes é de 31,291 milhões. A ARPU (average revenue per user, na sigla em inglês, ou receita média que cada usuário traz para a empresa) do segmento móvel caiu para R$ 27,9.

No segmento fixo, a base total de acessos fixos somou 17,603 milhões no segundo trimestre, uma queda de 14,6% em relação ao mesmo período de 2019, devido, principalmente, à maturidade dos serviços e à decisão estratégica de cessar as vendas de TV por assinatura na tecnologia DTH desde o início do terceiro trimestre de 2019.

Os acessos de banda larga fixa registraram 6,554 milhões clientes ao final do período, uma redução de 9,8% em relação ao mesmo intervalo de 2019, devido às desconexões de clientes xDSL. O ARPU, por sua vez, cresceu 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A TV por assinatura teve queda de 13% no número de clientes, para 1,270 milhão, o que a Telefônica também atribuiu à estratégia de encerrar as vendas da tecnologia DTH. A ARPU de TV cresceu 2,6%, para R$ 106,8.

No segmento de voz, o número de clientes caiu 17,8%, a 9,779 milhões, principalmente em função da substituição fixo-móvel e da migração do uso de voz para dados. A ARPU nesta área foi de R$ 34,7.

Os custos operacionais da companhia caíram 12,21% no segundo trimestre do ano, para R$ 6,214 bilhões, enquanto os custos recorrentes tiveram também alcançaram R$ 6,214 bilhões. A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi de R$ 531 milhões no trimestre, alta de 1,1 pp na base anual.