Lucro líquido da Rede D’Or recua 44,1% e chega a R$ 225,2 milhões

São Paulo – A Rede D’Or divulgou ontem o balanço do primeiro trimestre de 2021. O lucro líquido foi de R$ 225,2 milhões, queda de 44,1% em relação ao mesmo trimestre de 2021. Segundo a empresa, o resultado foi impactado pelo aumento das despesas financeiras provocado pela elevação das taxas de juros no país. A receita líquida somou R$ 5,3 bilhões, alta de 13,8% na comparação com igual etapa de 2021.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da D’Or caiu 1%, totalizando R$ 1,316 bilhão. Já a margem Ebitda ajustada atingiu 24,5%, recuo de 3,7 p.p. frente a margem registrada primeiro trimestre de 2021. A companhia diz que o resultado foi impacto pelas integrações de aquisições recentes nos custos e despesas.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 2,9 veze, queda de 0,4 vez em relação ao mesmo período de 2021.

A taxa de ocupação dos leitos hospitalares da Rede D’Or atingiu 78,1% , 140 p.b. abaixo da ocupação registrada no primeiro trimestre de 2021.

O relatório diz que a tendência de crescimento da taxa de ocupação de leitos desde abril de 2020, quando foram registrados os menores níveis mensais recentes, ilustra a gradual recuperação no volume de pacientes, que voltaram a buscar as unidades de saúde conforme o estabelecimento de protocolos de segurança hospitalar para mitigar os riscos de contágio e evolução do conhecimento sobre a Covid-19.

A companhia terminou o primeiro trimestre de 2022 com 11.012 leitos totais, um incremento de 394 leitos frente ao trimestre anterior e 21,9% acima do valor registrado no primeiro trimestre de 2021.

Os principais investimentos responsáveis pelo aumento do número de leitos totais no trimestre foram as aquisições de novos hospitais: Santa Marina (MS), Arthur Ramos (AL), Santa Isabel (SP) e Aeroporto (BA).

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 559,1 milhões no primeiro trimestre de 2022, uma piora de 42,8% em relação ao mesmo período de 2021. A piora foi relacionada, principalmente, a maiores despesas financeiras em função da elevação das taxas de juros, em especial o CDI, que encerrou o 1T22 em 2,42% (vs 0,48% no 1T21 e 1,84% no 4T21), e ao aumento do endividamento médio.

O retorno sobre o capital investido (ROIC, na sigla em inglês) atingiu 14,3% entre janeiro e março deste ano, um incremento de 5,1 p.p. em relação ao mesmo período de 2021.

O lucro bruto atingiu a cifra de R$ 1,097 bilhão no primeiro trimestre de 2022, um recuo de 7,9% na comparação com igual etapa de 2021. A margem bruta foi de 20,4% no 1T22, baixa de 4,8 p.p. frente a margem do primeiro trimestre de 2021.

Já o lucro líquido encerrou o trimestre em R$225,2 milhões, apresentando queda de 44,1% em relação ao primeiro trimestre de 2021, pressionado, principalmente, pela deterioração do resultado financeiro.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 212,3 milhões, queda de 2,6% em relação ao mesmo período de 2021. A dívida líquida ficou em R$ 14,1 bilhões, alta de 90,4% em relação ao mesmo período de 2021.

Os investimentos atingiram R$ 636 milhões no trimestre, alta de 67,9% frente ao primeiro trimestre de 2021, principalmente devido aos desembolsos relacionados aos projetos de expansão – incluindo o início de duas novas obras de projetos greenfield: Macaé D’Or e “Novo Barra”.