Lucro da TIM aumenta no 1T20 com queda em despesas operacionais e financeiras

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Foto divulgação: TIM

São Paulo – A TIM reportou um lucro líquido de R$ 161,8 milhões no primeiro trimestre, alta de 34,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, resultado provocado principalmente pela redução de 4,8% nos custos de operação da empresa e em perdas menores com operações financeiras. O lucro normalizado, que ajusta o resultado para remover fatores não-recorrentes, aumentou 8,3% em base anual, a R$ 164,4 milhões.

A receita líquida totalizou R$ 4,215 bilhões, crescimento de 0,6% comparado com o mesmo período do ano passado. A receita com serviços cresceu 1,7% para R$ 4,091 bilhões, reduzindo seu ritmo de expansão devido aos efeitos da pandemia do novo coronavírus a partir da segunda metade de março.

No período, a receita de produtos caiu 25,5%, refletindo uma menor disponibilidade de renda do consumidor e impactada pela desvalorização cambial que elevou os preços unitários dos aparelhos, provocando uma forte retração neste mercado.

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) sem ajuste totalizou R$ 1,924 bilhão, aumento de 8,0% no trimestre, e em termos normalizados teve o mesmo ritmo de expansão, mas para R$ 1,926 bilhão. De acordo com a empresa, este desempenho foi motivado pela manutenção de um forte controle de custos e despesas, aumento da receita com serviço móvel, e crescimento da receita com serviço fixo, devido à aceleração da TIM Live.

A margem ebitda do período foi de 45,6%, aumento de 3,1 pontos porcentuais (pp) na comparação com o mesmo intervalo de 2019, influenciada pela performance em custos, expansão da receita, apesar de um ambiente macroeconômico desafiador.

A Receita Média Por Usuário (ARPU) móvel cresceu 4,8% no primeiro trimestre, para R$ 23,90. Já o ARPU dos segmentos, que exclui receitas de clientes “não-TIM” e outras receitas móveis, apresentou alta de 4,6% no pré-pago, para R$ 12,10, e de 4,3% no pós-pago (ex-M2M), para R$ 44,50.

Os custos e despesas operacionais sem ajuste totalizaram R$ 2,292 bilhões, queda de 4,8%, refletindo a execução no controle de custos e as entregas de eficiência em múltiplas frentes.

BASE DE CLIENTES

A base de clientes da TIM caiu 4,1% no primeiro trimestre, para 52,826 milhões. Destes, 31,153 milhões eram pré-pagos (-9,7%) e 21,673 milhões assinantes do serviço pós-pago (+5,3%).

A base de usuários 4G aumentou 8,3%, para 38,620 milhões de pessoas. A base de clientes da internet banda larga TIM Live é de 584 mil usuários, alta de 20,2% no trimestre. Junto com a internet, os clientes de telefonia fixa aumentaram 16,4%, para 1,101 milhão.

No primeiro trimestre a TIM Live foi lançada em Betim, em Minas Gerais, e já fechou o período em 24 cidades com a tecnologia Fiber To The Home (FTTH).

A participação de mercado da TIM caiu 0,8 pp no primeiro trimestre, para 23,3%, principalmente por causa da redução de 1,0 pp na fatia que a companhia detém no setor de telefonia móvel pós-paga, a 19,3%. No segmento pré-pago a participação aumentou 0,1 pp, para 27,3%.