Lira e Pacheco reagem a críticas de Bolsonaro e defendem processo eleitoral brasileiro

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). (Foto: Marcos Brandão/Senado Federal)

Brasília – Após ataques do presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas e à atuação da Justiça Eleitoral, os presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), saíram em defesa do processo eleitoral brasileiro. “Não tem cabimento levantar qualquer dúvida sobre as eleições no Brasil. O Congresso Nacional é o guardião da democracia”, afirmou Pacheco.
Mais tarde foi a vez de Lira se manifestar em suas redes sociais. “O processo eleitoral brasileiro é uma referência. Pensar diferente é colocar em dúvida a legitimidade de todos nós, eleitos, em todas as esferas. Vamos seguir – sem tensionamentos – para as eleições livres e transparentes”, disse Lira.
Em seguidos pronunciamentos, Bolsonaro tem questionado a segurança das urnas eletrônicas, além da atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No ato de desagravo ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo, Bolsonaro disse que as urnas eletrônicas não são auditáveis e sugeriu que as Forças Armadas façam uma contagem paralela dos votos.
No evento, realizado no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou ainda que, se houver problemas no processo de votação, os efeitos serão sobre todos os cargos em disputa neste ano: presidente, deputados distritais, estaduais e federais, governadores e senadores.
“As instituições e a sociedade podem ter convicção da normalidade do processo eleitoral. A Justiça Eleitoral é eficiente e as urnas eletrônicas confiáveis. Ainda assim, o TSE está empenhado em dar transparência ao processo desde agora, inclusive com a participação do Senado”, afirmou Pacheco.
O Senado e a Câmara firmaram acordo de cooperação com o TSE para combater a divulgação de notícias falsas envolvendo o pleito de outubro e garantir a transparência do processo eleitoral.