Líder de Hong Kong anuncia proibição de máscaras em protestos

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A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam. Foto: Divulgação/ Governo de Hong Kong

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, invocou poderes de emergência e anunciou uma lei para impedir o uso de máscaras nos protestos pró-democracia da cidade, que já duram mais de quatro meses. A lei entrará em vigor no dia 5 de outubro.

“Esta manhã, eu chamei uma reunião especial do Conselho Executivo, e o Conselho decidiu invocar regulações de emergência para colocar em vigor uma proibição de cobrir o rosto. Isso estava sendo discutido há muito tempo”, disse Lam, em coletiva de imprensa.

Segundo a chefe do Executivo de Hong Kong, quase todos os manifestantes que praticam vandalismo e violência cobriram o rosto, com o objetivo de esconder sua identidade e fugir da lei. Ela acrescentou que eles se tornaram cada vez mais ousados.

Ainda de acordo com Lam, a lei visa a impedir comportamentos violentos e ajudar os policiais a desempenhar suas funções. Quem estiver cobrindo o rosto, incluindo com pintura, em protestos ou reuniões não autorizadas pode ser multado e ser preso por um ano.

Lam tem estado sob pressão, na medida em que os protestos se tornam mais violentos e afetam a economia da região. As manifestações começaram no início junho, contra uma lei de extradição, que permitiria a entrega de acusados de crimes para a China continental. A lei foi retirada, mas os protestos continuaram pela reforma política da cidade, entre outras demandas.