Justiça impede Vale de reativar mina de Brucutu

(Foto: Matt Writtle/Vale)

São Paulo – Decisões liminares tomadas pela Vara Única da Comarca de Santa Bárbara na sexta-feira (22) determinaram a paralisação das atividades em várias estruturas de contenção da Vale e, com isso, impossibilitarão a retomada das atividades na mina de Brucutu. A paralisação da operação gera impacto de 30 milhões de toneladas por ano na produção de minério de ferro da companhia.

Em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Vale diz ter tomado conhecimento das decisões judiciais, mas que ainda não foi notificada.

“As decisões se basearam, principalmente, em notificação recebida pelo MPMG, contendo informações preliminares sobre as estruturas. A Vale continuará a adotar todas as medidas necessárias para garantir a segurança de suas barragens e tomará as medidas legais cabíveis no âmbito das ações judiciais”, disse a empresa no documento.

As decisões liminares ordenam a paralisação na Barragem Dique de Contenção Paracatu, no Dique de Contenção Lavra Azul, na Barragem Dicão Leste, na Barragem do Mosquito, no Dique de Contenção Cobras, na Barragem Sul, na Barragem Sabiá, na B3, no Dique da Estrada de São Gonçalo, na Barragem Principal, na Barragem Captação, na Barragem Pocilga e na Barragem Athayde.

“A referida determinação impactará apenas as operações da mina de Brucutu, em função da Barragem Sul receber descargas eventuais de sua usina de concentração”, afirmou a Vale.

Gustavo Nicoletta / Agência CMA (g.nicoletta@cma.com.br)

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