JBS, Minerva e BRF têm maiores altas do Ibovespa após balanços

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Linha de processamento de carne de aves

São Paulo, 12 de novembro de 2020 – Os papéis da JBS, Minerva e BRF estão
entre as maiores altas do Ibovespa depois que as companhias divulgaram balanços fortes na avaliação de analistas. As exceções do setor são as ações da Marfrig, que perderam ímpeto com alguns dados abaixo do previsto pelo mercado, embora os resultados também tenham sido considerados positivos no geral.

Às 13h21 (horário de Brasília), as ações da Minerva (BEEF3) tinham alta
de 2,68%, enquanto as da JBS (JBSS3) subiam 2,41% e os papéis da BRF (BRFS3) 2,74%. Já os da Marfrig (MRFG3 -0,40%) mostram leve queda.

Ontem à noite, a JBS divulgou um balanço forte na avaliação dos analistas do BTG Pactual, com um ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) 9% acima das suas estimativas e crescimento de dois dígitos de ebitda e receita em todas as divisões.

Para o banco, a ação da JBS poderia estar subindo mais e está descontada,
o que faz com que mantenham a recomendação de compra. “O desempenho das ações da JBS neste ano tem sido um mistério para nós. Embora acreditemos que
alguns dos ventos favoráveis relacionados ao ciclo das commodities logo se dissiparão na forma de margens mais baixas (especialmente na carne bovina dos EUA e Seara), e que o investidor ainda tema os riscos de manchetes e riscos pendentes, insistimos que, mesmo sob premissas mais conservadoras, a ação parece excessivamente descontada”, afirmaram, em relatório.

Já em relação ao balanço da Marfrig, os analistas afirmam que o ebitda do terceiro trimestre ficou 10% abaixo de suas estimativas, mesmo assim permaneceu forte ajudado por um real mais fraco. “Depois de reportar resultados estelares do segundo trimestre, quando as taxas de corte se beneficiaram de eventos sem precedentes nas indústrias de carne bovina brasileira e americana, as margens começaram a se normalizar no terceiro trimestre”, afirmaram.

O bancos ainda destacou um “notável ritmo de desalavancagem da Marfrig nos últimos trimestres”, que foi possível graças ao crescimento do ebitda, ganhos de eficiência na América do Sul, ventos positivos de margem de carne bovina e desvalorização do real. No entanto, há dúvidas de que a até que ponto esses ganhos são sustentáveis considerando a reversão do ciclo do gado no Brasil, já em andamento, o que fez manterem a recomendação neutro para as ações.

Para o Bank of America, a Marfrig apresentou resultados sólidos no período, apenas ligeiramente abaixo das expectativas. “Mantemos nossa classificação de compra na Marfrig. Estamos otimistas com as margens nos Estados Unidos, pois a oferta de gado deve se manter ampla pelo menos até 2021 com carne sólida exigem. No Brasil, apesar da alta do gado, os preços da carne bovina no mercado interno seguem sustentados, enquanto a maior parte das vendas é proveniente de exportação”, afirmaram, mantendo a recomendação de compra.

A Minerva e BRF já divulgaram balanços também considerados positivos no começo de novembro.