IPCA sobe 0,57% em abril e fica abaixo do previsto pelo mercado

São Paulo – O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,57% em abril em relação a março, na maior taxa para o mês desde 2016 (+0,61%), e desacelerando-se da alta de 0,75% registrada no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da mediana projetada, de 0,62%, conforme o Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA acumula altas de 2,09% no ano – também no maior resultado para o mês desde 2016 (+3,25%) – e de +4,94% em 12 meses, até o mês passado, resultado acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) voltando a níveis vistos pela última vez no período acumulado até janeiro de 2017 (+5,35%). O resultado em 12 meses também ficou abaixo da previsão, de 4,99%, ainda conforme o Termômetro CMA.

Segundo o IBGE, o resultado do IPCA em abril sofreu forte influência dos grupos Saúde e cuidados pessoais (+1,51%), Transportes (+0,94%) e Alimentação e Bebidas (+0,63%). Juntas, essas classes de despesa responderam por 89,5% do índice no mês, com impactos de 0,18 ponto percentual (pp), de 0,17 e de 0,16 pp.

Por outro lado, Artigos de residência foi o único grupo a apresentar deflação, de 0,24%. Nessas classes de despesa, destaque para as altas em: remédios (+2,25%); higiene pessoal (+2,76), puxada por perfumes (+6,56%); gasolina (+2,66%); passagem aérea (+5,32%), enquanto no grupo de alimentos para consumo no domicílio, o tomate teve variação de 28,64%.

Em termos regionais, Rio Branco (+0,05%) apresentou a menor variação no IPCA de abril, refletindo a queda na energia elétrica (-2,60%). Já o IPCA mais elevado ficou com a área metropolitana de Fortaleza (+0,91%), influenciado principalmente pela taxa de água e esgoto (+12,39%). Em São Paulo, o indicador teve alta de 0,49% no mês passado.

Flávya Pereira

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