IPCA sobe 0,01% em junho e fica acima do esperado

Por Flávya Pereira

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou com ligeira alta de 0,01% em junho em relação a maio, desacelerando-se da alta de 0,13% registrada no mês anterior e no menor valor desde novembro na comparação mensal – quando a taxa registrou -0,21%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima da mediana projetada, de -0,02%, conforme o Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA acumula altas de 2,23% no ano e de +3,37% em 12 meses, até o mês passado, desacelerando-se fortemente da alta de 4,66% em maio, em resultado abaixo da meta perseguida pelo Banco Central (BC) pela primeira vez após três resultados seguidos acima do estabelecido. O resultado em 12 meses também ficou acima da previsão, de 3,32%, ainda conforme o Termômetro CMA.

Segundo o IBGE, o resultado do IPCA em junho teve influência dos grupos Alimentos e bebidas e Transportes – responsáveis por 43% das despesas das famílias – que registraram deflação (-0,25% e -0,31%, respectivamente), com impacto de 0,06 ponto percentual (pp) de ambos.

O recuo no grupo de alimentos foi puxado pela queda nos preços de frutas (-6,14%) e do feijão-carioca (-14,80%), enquanto ainda entre os produtos, o tomate reverteu parte da queda de 15,08% em maio passando para +5,25% em junho. Já as carnes subiram de 0,25% em maio para +0,47% no mês anterior.

O grupo Transportes, por sua vez, concentrou os maiores impactos do indicador no mês passado com a alta de 18,90% do item passagem aérea, com impacto de 0,07 pp -, e em contrapartida, o item combustíveis caiu 2,41%, puxado pela gasolina (-2,04%). A maior queda registrada do item foi na região metropolitana de Porto Alegre (-4,66%). O etanol também ficou mais barato (-5,08%) com recuo de 8,51% nos preços em Belo Horizonte.

Na outra ponta, a maior variação foi registrada no grupo Saúde e cuidados pessoais (+0,64%) – com impacto no IPCA de junho de 0,08 pp – puxada pela alta de 1,50% do item higiene pessoal. Já o grupo Habitação desacelerou fortemente da alta de 0,98% em maio para +0,07%, influenciado pela queda de 1,11% do item energia elétrica após a bandeira tarifária verde (sem cobrança adicional) vigorar no mês passado.

Em termos regionais, Vitória (+0,54%) apresentou a maior variação no IPCA de junho, refletindo a alta nas passagens aéreas (+20,21%) e na energia elétrica (+4,81%). Já os menores índices foram registrados na região metropolitana de Porto Alegre (-0,41%) influenciado pelos preços das frutas (-14,37%) e da gasolina (-4,66%).  Em São Paulo, o indicador teve queda de 0,04% no mês passado.

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