IPCA-15 sobe 0,09% em setembro puxado pela energia elétrica, aponta IBGE

Por Flávya Pereira

São Paulo – A prévia da inflação oficial no país, medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), subiu 0,09% em setembro, praticamente repetindo a alta de 0,08% apurada em agosto. O resultado mensal ficou ligeiramente acima da mediana das expectativas do mercado financeiro, de +0,08%, conforme o Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA-15 acumula altas de 2,60% no ano e de 3,22% nos últimos 12 meses, até este mês. O resultado no período de 12 meses também ficou ligeiramente acima da mediana das estimativas, de +3,21%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis apresentaram inflação, na passagem de agosto para setembro, sendo que o destaque ficou com o grupo Habitação, que teve a maior alta (de +1,42% para +0,76%), e o maior positivo de 0,12 ponto percentual (pp). Na outra ponta, o grupo Alimentação e bebidas (de -0,17% para -0,34%) contribuiu com o maior impacto negativo no IPCA-15 do período, com -0,08 pp.

Em Habitação, a alta foi impulsionada pelo item energia elétrica (+2,31%), com o maior impacto individual (+0,99 pp), que subiu pelo oitavo mês seguido. A bandeira tarifária vermelha patamar 1 segue em vigor em setembro, com a cobrança adicional de R$ 4,00 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Já o resultado negativo de Alimentos e bebidas foi puxado pela queda observada na alimentação no domicílio (-0,81%), enquanto os maiores impactos individuais no mês ficaram por conta do tomate (-24,83%; -0,07 pp de impacto), seguido pela cenoura (-16,11%) e hortaliças (-6,66%). Em contrapartida, a alimentação fora do domicílio acelerou a alta de 0,33% em agosto para +0,50% neste mês. Neste grupo, lanche e refeição subiram 0,86% e 0,31%, respectivamente.

Entre os demais grupos que registraram inflação, outro destaque foi o grupo Vestuário (de -0,07% para +0,58%) influenciado pela aceleração na variação de preços de joias e bijuterias (de +0,46% para +1,68%), calçados (-0,15% para +0,70%), roupas masculina (+0,21% para +0,60%) e roupa feminina (-0,46% para +0,30%) em razão da entrada das coleções de primavera.

No item Transportes, a alta de +0,09% (de -0,78% em agosto) foi influenciado, principalmente, pela alta de 0,35% dos combustíveis. Os preços do etanol, do gás veicular e do óleo diesel subiram, respectivamente, 2,15%, 0,96% e 0,58% no mês. A gasolina, por sua vez, recuou 0,06%. Já as passagens aéreas tiveram queda de 1,53%, bem menos intensa frente agosto (-15,57%).

Quanto aos índices regionais, os preços caíram em cinco das 11 áreas pesquisadas em setembro em relação a agosto. O menor resultado ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro (-0,10%), por causa da queda observada nos preços do tomate (-37,80%), enquanto o maior ficou com Goiânia (+0,54%), influenciado pelas altas da gasolina (+3,50%) e da energia elétrica (+3,02%). São Paulo registrou alta de 0,19%.