IPCA-15 desacelera em novembro e sobe 1,17%, acima do esperado

Posto de combustível / Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 1,17% em novembro na comparação com outubro, desacelerando-se em relação à alta apurada no período anterior (+1,20%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa foi a maior para o mês desde 2002 (+2,08%). O resultado ficou levemente acima da mediana das expectativas do mercado financeiro, de +1,13%, conforme o Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA-15 acumula altas de 9,57% no ano e de 10,73% em 12 meses até novembro. O resultado no período de 12 meses também veio levemente acima da mediana das estimativas, de +10,69%, ainda segundo o Termômetro CMA, e mostra uma aceleração em relação aos +10,34% acumulados até outubro, mantendo-se bem acima do centro da meta perseguido pelo Banco Central para este ano, de 3,75%, pelo décimo primeiro mês consecutivo.

Segundo o IBGE, nove dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em novembro, sendo que o maior impacto (0,61 ponto porcentual) e a maior variação (2,89%) vieram do grupo Transportes. O resultado foi influenciado pela alta da gasolina (+6,62%), que teve o maior impacto individual (0,40 pp) de novembro e acumula alta de 48,0% em 12 meses. Também, houve expressiva alta no óleo diesel (8,23%), etanol (7,08%) e gás veicular (2,59%).

Ainda em Transportes, os preços dos automóveis novos e usados subiram 1,92% e 1,91%, respectivamente, assim como o transporte por aplicativo, que avançou 16,23%.

A segunda maior contribuição veio Habitação (+1,06% e +0,17 p.p.), com significativa desaceleração em relação ao mês anterior (+1,87% e +0,30 pp), informa o IBGE. Na sequência aparece Saúde e cuidados pessoais (+0,80% e +0,10 p.p.). O grupo Vestuário (+1,59%) apresentou a maior variação no mês, e acelerou-se na comparação com a medição anterior (1,32%).

Quanto aos índices regionais, o IPCA-15 subiu em todas as 11 regiões pesquisadas neste mês, em que o menor resultado foi registrado em Belém (+0,76%), influenciado pela queda no preço do açaí (-9,30%) e da energia elétrica (2,05%). Já a maior variação foi observada em Goiânia (+1,86%), onde pesaram as altas da energia elétrica (+10,93%) e da gasolina (+5,87%). Em São Paulo, o IPCA-15 passou de +1,34% em outubro para +0,95% este mês.

O IPCA-15 é calculado com base em famílias com rendimentos de 1 a 40 salários e que vivem nas principais regiões metropolitanas do país, além de Brasília e Goiânia. Para o cálculo do indicador, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 12 de novembro.