IPCA-15 desacelera e sobe 0,44%, na maior alta para maio desde 2016

São Paulo – O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,44% em maio na comparação com abril, desacelerando-se em relação à alta apurada no período anterior (+0,60%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa foi a maior para o mês desde 2016 (+0,86%). O resultado ficou abaixo da mediana das expectativas do mercado financeiro, de +0,54%, conforme o Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA-15 acumula altas de 3,27% no ano e de 7,27% nos últimos 12 meses, até este mês. O resultado no período de 12 meses também ficou abaixo da mediana das estimativas, de +7,37%, ainda segundo o Termômetro CMA, na maior taxa para o período em cinco anos (+9,62% até maio de 2016), mantendo-se acima do centro da meta perseguido pelo Banco Central para este ano, de 3,75%, pelo quinto mês.

Segundo o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em maio, sendo que o maior impacto (+0,16 ponto percentual) veio do grupo Saúde e cuidados pessoais, como também a segunda maior variação (+1,23%), acelerando-se em relação ao resultado do mês passado (+0,44%), influenciado pela alta nos preços dos produtos farmacêuticos (+2,98%) e reajuste de 10,08% nos preços dos remédios em abril.

O grupo vestuário teve a maior variação no mês (+1,42%), porém, o segundo maior impacto do IPCA-15 no mês veio de Habitação (+0,12 pp e +0,79%) puxado pela alta da energia elétrica (+2,31%), que registrou o maior impacto individual no mês (+0,10 pp). Neste mês, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1. A alta do gás de botijão (+1,45%), pelo décimo segundo mês seguido, também contribuiu para o resultado do grupo.

O grupo Alimentação e bebidas, por sua vez, subiu 0,48% no mês e teve impacto de 0,10 pp no IPCA-15 de maio, influenciado pela alta da alimentação em domicílio, que acelerou de 0,19% em abril para 0,50% este mês. As carnes (+1,77%) e o tomate (+7,24%) puxaram a alta. O único grupo com resultado negativo foi Transportes (-0,23%), com a queda de 28,85% nos preços das passagens aéreas, enquanto os preços dos transportes por aplicativo recuaram 9,11%. Em contrapartida, a gasolina subiu 0,29% e acumula alta de 41,55% nos últimos 12 meses.

Quanto aos índices regionais, o IPCA-15 subiu em todas as 11 regiões pesquisadas neste mês, exceto em Brasília (-0,18%), com a redução nos preços das passagens aéreas (-37,10%) e da gasolina (-1,42%). O maior índice foi observado em Fortaleza (+1,08%), puxado pelas altas da energia elétrica (+8,27%) e dos produtos farmacêuticos (+3,51%). Em São Paulo, o IPCA-15 passou de +0,47% em abril para +0,40% este mês.

O IPCA-15 é calculado com base em famílias com rendimentos de 1 a 40 salários e que vivem nas principais regiões metropolitanas do país, além de Brasília e Goiânia. Para o cálculo do indicador, os preços foram coletados no período de 14 de abril a 13 de maio.