Investigação aponta irregularidades na condução dos negócios da Renova

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Usina de Energia Eólica (UEE) em Icaraí, no Ceará (CE)

São Paulo – A Renova Energia, em recuperação judicial, que tem a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) entre as sócias, disse que a investigação independente não identificou provas concretas de atos de corrupção ou de desvios para campanhas políticas, mas encontrou irregularidades na condução dos negócios.

A empresa explica que as irregularidades se referem a efetivação de contratos pela companhia ocorridas entre 2014 e 2018, incluindo pagamentos sem evidência de contraprestação de serviços no valor de R$ 40 milhões, além de pagamentos em desconformidade com as políticas internas no montante total de R$ 137 milhões.

Diante disso, o conselho de administração autorizou tomar as medidas cabíveis para preservar os direitos da Renova, entres eles a contratação de um diretor de Governança, Risco e Conformidade que será responsável por assegurar os controles internos e a conformidade processual, bem como mitigar riscos nas atividades de a companhia ser utilizada para o cometimento de atos ilícitos.

Além disso, como a investigação não teve a intenção de avaliar os impactos das irregularidades nas demonstrações financeiras, a diretoria executiva, em conjunto com assessores especializados, realizará esse estudo com base nas evidências obtidas.

A iniciativa da investigação faz parte do inquérito da Polícia Civil e, posteriormente, expandida para abranger os fatos investigados na Operação “E o Vento Levou”. Em razão da não conclusão dos inquéritos, a Renova afirmou que novas informações relevantes podem ser reveladas no futuro.

“Caso venha a ser ajuizada ação criminal em face de agentes que lesaram a companhia, a Renova tem a intenção de auxiliar a acusação em eventuais processos criminais e, posteriormente, requerer a reparação civil pelos danos sofridos”.