Inflação acelera alta e tem maior taxa para outubro desde 2002

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São Paulo – O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,86% em outubro, acelerando-se em relação à alta de 0,64% apurada em setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior taxa para o mês desde 2002 (+1,31%), sendo que em outubro do ano passado houve alta de 0,10%. O resultado do mês passado ficou ligeiramente acima da previsão, de 0,84%, conforme a mediana projetada pelo Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA acumula altas de 2,22% no ano até o mês passado e de +3,92% no período de 12 meses encerrado em outubro – resultado que também ficou ligeiramente acima da mediana projetada, de +3,90%, ainda conforme o Termômetro CMA. Com isso, a taxa em 12 meses fica próxima à meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,00%. Até dois meses antes, a taxa estava abaixo do piso estabelecido pelo BC.

Na passagem de setembro para outubro, sete dos nove grupos pesquisados apresentaram alta, sendo que o maior impacto veio do grupo Alimentação e Bebidas (+1,93%), representando 0,39 ponto percentual no resultado geral do IPCA no período. Em seguida, aparece o grupo Transportes (+1,19% e +0,24 pp). Já os artigos de residência avançaram +1,53% (+0,06 pp). Na outra ponta, destaque
para Educação (-0,04% e 0,00 pp).

Nessas classes de despesa, destaque para o comportamento dos itens alimentos para consumo no domicílio (+2,57%), entre eles óleo de soja (+17,44%) e arroz (+13,36%). Destaque ainda para a alta das passagens aéreas (+39,83%), no qual teve o maior impacto individual (+0,12 pp) no IPCA do mês passado. Já a gasolina (+0,85%) desacelerou-se do resultado de setembro (+1,95%), mas teve o segundo maior impacto individual (+0,04 pp).

Em termos regionais, todas as 16 áreas pesquisadas apresentaram variação positiva em no mês passado. O maior índice ficou com o município de Rio Branco (+1,37%), impactado pelas altas das carnes (9,24%) e do arroz (15,44%). Já o menor índice ficou com a região metropolitana de Salvador (+0,45%), dada a queda nos preços da gasolina (-2,32%). Em São Paulo, o IPCA passou de +0,44% em setembro para +0,89% em outubro.