Indústria automotiva projeta discreta melhora em 2022

Foto: General Motors (GM)

São Paulo – A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê mais um ano de discreta melhora em 2022, assim como no ano passado, devido à crise global de semicondutores, porém em menor grau do que em 2021, e alta de 8,5% nas vendas no mercado interno. Em 2021, os emplacamentos subiram 3% e a produção, 11,6%, em comparação a 2020.

“A crise global de semicondutores provocou diversas paralisações de fábricas ao longo do ano por falta de componentes eletrônicos, levando a uma perda estimada em 300 mil veículos. Para este ano, a previsão ainda é de restrições na oferta por falta de componentes, mas num grau inferior ao de 2021, o que projeta mais um degrau de recuperação”, comentou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, na primeira coletiva de imprensa do ano.

Em produção, a entidade estima um aumento de 9,4%, com 2,46 milhões de unidades. Em vendas, a expectativa é de 2,3 milhões de autoveículos, uma alta de 8,5% sobre 2021. A associação também espera exportar 390 mil unidades, um incremento de 3,6% sobre o ano anterior.

“Apesar das turbulências econômicas e do ano eleitoral, apostamos numa recuperação de todos os indicadores da indústria, que poderiam ser ainda melhores se houvesse um ambiente de negócios mais favorável e uma reestruturação tributária sobre os produtos industrializados”, concluiu.

Em 2021, os emplacamentos de leves somaram 1,9 milhões de unidades, alta de 1,1% frente ao período de janeiro a dezembro de 2020. Já os licenciamentos totais de veículos – que incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – somaram 2,1 milhões de unidades em 2021, alta de 3% em base anual.

Em dezembro, o licenciamentos de automóveis e comerciais leves recuaram 16,7% em dezembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, a 193,9 mil unidades, informou a Anfavea. Ante novembro, houve alta de 20,2%.

Em dezembro, os licenciamentos totais somaram 207 mil unidades, queda 15,1% ante o mesmo mês de 2020 e alta de 19,7% na comparação com novembro de 2021.

Em dezembro, a venda de caminhões aumentou 20,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, com o emplacamento de 11,9 mil unidades e avanço de 13,5% ante novembro. No acumulado do ano, por sua vez, houve crescimento de 43,5%, a 128,7 mil caminhões.

No setor de ônibus, os emplacamentos aumentaram 2,7% em base anual, a 1,2 mil unidades no mês passado. Em relação a novembro, a venda de ônibus teve alta de 12,8%. No acumulado do ano, houve leve alta de 0,9% a 14,1 mil unidades.

PRODUÇÃO

A produção de veículos leves atingiu 197,1 mil unidades no mês de dezembro, apontando uma queda de 0,4% ante o mesmo mês de 2020. Na comparação mensal, houve aumento de 3,9%, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Já a produção total de veículos – que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus – foi de 210,9 mil unidades em dezembro, crescimento de 0,8% em base anual e, de 2,5% em base mensal.

No acumulado do ano, a produção total cresceu 11,6% para 2,2 milhões de unidades ante 2020, enquanto a produção de veículos leves nos 12 meses de 2021 cresceu 8,7% para 2,1 milhões de unidades.

EXPORTAÇÕES

A receita com as exportações totais de veículos automotores e de máquinas agrícolas produzidas no Brasil somou US$ 748,9 milhões em dezembro, alta de 12,8% ante o mesmo mês de 2020, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com novembro de 2021, houve alta de 15,5%.

Em todo o ano passado, a receita com as exportações totais de veículos automotores teve alta de 37,8% ante 2020, a US$ 7,6 bilhões.

EMPREGOS

A quantidade de postos de trabalho na indústria automotiva recuou 1,5% no último mês do ano passado em na comparação com dezembro de 2020, e o setor fechou 2021 com 101.050 empregados. Na comparação com novembro, a queda foi de 0,2%, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“O quadro é de estabilidade, apesar do fechamento de algumas fábricas no início de 2021 e das constantes paradas de produção em função da falta de componentes eletrônicos nas linhas de montagem”, disse a Anfvea, em nota.

Em todo o ano de 2021, o número de empregados era 103,3 mil, ante 104,6 mil em todo o ano anterior.