IGP-M desacelera alta na 1ª prévia de dezembro, diz FGV

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São Paulo, 9 de dezembro de 2020 – O Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) perdeu força na primeira prévia de dezembro e avançou 1,28%, desacelerando-se de forma intensa em relação à alta de 2,67% em igual período do mesmo indicador em novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula altas de 23,52% no ano e nos últimos 12 meses, até o início deste mês.

No período, o Indice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também perdeu força e subiu 1,39% neste mês, de +3,48% em novembro, na primeira prévia, ao passo que o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou o ritmo de alta e passou de +0,41% para +0,86%, enquanto o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) foi de +1,31% para +1,24%, no mesmo período.

Em relação aos subgrupos do IPA, o índice relativo aos bens finais praticamente manteve o ritmo de alta de 2,17% no mês passado e subiu 2,28% neste mês, ambos na primeira prévia, sendo que a maior contribuição veio do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -0,27% para +2,47%. Já os bens intermediários desaceleraram a alta e passaram de +3,88% para +2,65%, enquanto as matérias-primas brutas apagaram a alta de 4,19% em novembro e caíram 0,28% em dezembro, ambos na primeira prévia.

Ainda no âmbito do IPA, os produtos agropecuários reduziram a alta para 1,08% neste mês, na primeira prévia, após avançarem 6,80% em igual período no mês passado, enquanto os produtos industriais tiveram alta de 1,53%, de +2,11%, na mesma comparação.

Entre os subgrupos do IPC, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo nas taxas de variação de preços. A principal contribuição veio do grupo Educação, Leitura e Recreação (de +0,19% para +3,52%), sendo que nesta classe de despesa vale citar o comportamento do item passagem aérea (de +1,56% para +26,08%).

No componente do INCC, o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 2,32% neste mês, após avançar 2,45% no mês passado, na primeira prévia, enquanto o índice que mede o custo da mão de obra praticamente manteve o ritmo e subiu 0,22%, de +0,27%, no mesmo período.