IGP-M desacelera a 1,51% em abril ante março, mas acelera em 12 meses

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São Paulo – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou sua alta a 1,51% em abril após subir 2,94% em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da desaceleração, o resultado ficou acima da mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de +1,36%. Com isso, o IGP-M acumula altas de 9,89% no ano e de 32,02% em 12 meses – número que também ficou acima do esperado (+31,81%).

A abertura do dado mostra que, em base mensal, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também desacelerou a alta, passando de 3,56% no mês passado para 1,84% neste mês. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também perdeu intensidade e subiu 0,44% em abril, de +0,98% em março, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de +2,00% para 0,95%, no mesmo período.

Em relação aos subgrupos do IPA, nos estágios, o índice relativo aos bens finais desacelerou o ritmo de alta e subiu 1,11% em abril, ante avanço de 2,50% em março, sendo que a maior contribuição veio do subgrupo combustíveis para consumo, cuja taxa passou de +18,64% no mês passado para -1,08% neste mês.

Em bens intermediários, houve alta de 3,16%, ante +6,33%, no mesmo período, enquanto as matérias-primas brutas reduziram a alta de 2,11% em março e avançaram 1,28% em abril. Já nos itens de origem, o IPA agrícola acelerou a alta de 1,70% no mês passado e subiu 1,75% neste mês, enquanto o IPA industrial desacelerou de +4,31% para +1,88%, no período.

Entre os subgrupos do IPC, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo nas taxas de variação de preços. A principal contribuição veio do grupo Transportes (de +3,97% para +1,03%), sendo que nessa classe de despesa merece destaque o comportamento do item gasolina (de +11,33% para +3,03%). 

No componente do INCC, o índice relativo a materiais e equipamentos subiu 2,17% neste mês, de +4,44% no mês passado, o índice de serviços desacelerou de +0,69% para +0,52% e o índice que mede o custo da mão de obra passou de +0,28% para +0,01%.