IGP-M acelera em maio e acumula alta de 37,04% em 12 meses

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São Paulo – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou fortemente sua alta a 4,10% em maio após subir 1,51% em abril, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou acima da mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de +3,94%. Com isso, o IGP-M acumula altas de 14,39% no ano e de 37,04% em 12 meses – número que também ficou acima do esperado (+36,81%).

A abertura do dado mostra que, em base mensal, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também acelerou fortemente a alta, passando de 1,84% no mês passado para 5,23% neste mês. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também ganhou intensidade e subiu 0,61% em maio, de +0,44% em abril, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de +0,95% para +1,80%, no mesmo período.

Em relação aos subgrupos do IPA, nos estágios, o índice relativo aos bens finais acelerou o ritmo de alta e subiu 1,59% em maio, ante avanço de 1,11% em abril, sendo que a maior contribuição veio do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de +2,03% para +2,98% no período.

Em bens intermediários, houve alta de 2,59%, ante +3,16%, no mesmo intervalo, enquanto os preços das matérias-primas brutas decolaram de +1,28% em abril para +10,15% em maio. Já nos itens de origem, o IPA agrícola acelerou a alta de 1,75% no mês passado e subiu 5,17% neste mês, enquanto o IPA industrial acompanhou a forte aceleração e avançou de +1,88% para +5,25%, no período.

“Os preços de commodities importantes voltaram a pressionar a inflação ao produtor. Em maio, o IPA avançou 5,23%, sob forte influência dos aumentos registrados para minério de ferro (de -1,23% para +20,64%), cana-de-açúcar (de +3,43% para +18,65%) e milho (de +8,70% para +10,48%). Essas três commodities responderam por 62,9% do resultado do IPA”, afirmou André Braz, coordenador dos Índices de Preços da FGV.

Entre os subgrupos do IPC, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo nas taxas de variação de preços. A principal contribuição veio do grupo Habitação (+0,39% para +1,16%), sendo que nessa classe de despesa merece destaque o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial (de +0,06% para +4,38%).

No componente do INCC, o índice relativo a materiais e equipamentos subiu 2,93% neste mês, de +2,17% no mês passado, o índice de serviços acelerou de +0,52% para +0,95% e o índice que mede o custo da mão de obra passou de +0,01% para +0,99%.