IGP-DI sobe 3,30% em setembro

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Foto: Svilen Milev / freeimages.com

São Paulo, 7 de outubro de 2020 – O Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou, mas, ainda assim, registrou alta acentuada em setembro, de +3,30%, após avançar 3,87% em agosto, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo da previsão de alta de 3,48%, conforme a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA. Com isso, o indicador acumula altas de 14,80% no ano e de 18,44% em 12 meses, até o mês passado, resultado que também ficou abaixo da previsão, de +18,64%, ainda segundo o Termômetro CMA.

Entre os indicadores que compõem o IGP-DI, o Indice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) desacelerou a alta de 5,44% em agosto e subiu 4,38% em setembro. Já o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) ganhou força e subiu 0,82%, de +0,53% no mês anterior, enquanto o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) também acelerou e passou de +0,72% para +1,16%, no mesmo período.

No âmbito do IPA, o subíndice relativo aos bens finais acelerou a alta de 1,93% em agosto e subiu 2,74% em setembro, sendo que a maior influência veio do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -1,75% para +2,86%. Já o subíndice de bens intermediários praticamente manteve o ritmo de alta, passando de 3,39% no mês anterior para +3,21% no mês passado, enquanto o das matérias-primas brutas perderam força e passaram de +10,55% para +6,77%, no mesmo período.

Nos itens de origem, ainda no âmbito do IPA, os produtos agropecuários aceleram a alta e passaram de +7,39% em agosto para +8,57% em setembro, enquanto os produtos industriais desaceleraram a alta e passaram de 4,71% para +2,78%, na mesma comparação.

No IPC, três das oito classes de despesa apresentaram acréscimo na taxas de variação de preços, na passagem de agosto para setembro, com destaque para Educação, Leitura e Recreação (de +0,05% para +3,19%) e Alimentação (de +0,81% para +1,81%). Nessas classes de despesa, destaque para o comportamento do item passagem aérea (de +1,88% para +39,62%) e arroz e feijão (de +1,09% para +10,92%).

Na construção civil, o índice relativo a materiais, equipamento e serviços acelerou o ritmo de alta e subiu 2,50% em setembro, de +1,42% em agosto, enquanto o custo da mão de obra foi na contramão e apagou a ligeira alta de 0,12% no mês anterior para ficar estável no mês passado.